Por Victoria Waldersee e Christina Amann

BERLIM, Alemanha (Reuters) – A BMW cortou nesta quarta-feira a estimativa de margem de lucro para 2022 de sua divisão de automóveis e disse esperar que a crise de chips se arraste ao longo do ano.

A montadora alemã, que vendeu um recorde de 2,52 milhões de veículos no ano passado, apesar da escassez de semicondutores, projetava entregar ainda mais este ano, mas agora espera uma produção no mesmo nível de 2021.

Ainda assim, as metas da BMW para maior produção de veículos elétricos foram mantidas, disse o diretor técnico Frank Weber.

A empresa planeja mais que dobrar as vendas de veículos elétricos para um patamar superior a 200 mil neste ano e atingir 2 milhões de modelos totalmente elétricos até 2025.

A companhia estabelecerá cinco novas parcerias para fábricas de baterias em locais próximos à produção de veículos elétricos na Europa, China e região do Nafta (América do Norte), disse o chefe de compras, Joachim Post, sem fornecer detalhes.

A BMW espera uma margem de lucro antes de juros e impostos (Ebit) de 7% a 9% para seus negócios de automóveis, ante 8% a 10% anteriormente, devido à guerra na Ucrânia.

A montadora com foco em veículos de alto padrão registrou margem Ebit de 10,3% para 2021, a maior desde 2017, mas obteve ganhos médios por veículo mais baixos do que concorrentes como Audi e Mercedes-Benz.

A BMW suspendeu a produção em algumas fábricas alemãs após a invasão da Ucrânia pela Rússia, mas retomará integralmente a fabricação na próxima semana, disse o chefe de produção, Milan Nedeljkovic. A fabricação do Mini em Oxford, no Reino Unido, segue suspensa.

A BMW disse que, embora ainda seja capaz de obter algumas peças do oeste da Ucrânia e esteja engajando fornecedores em outros locais no mundo para manter a produção, outras interrupções são esperadas.

O aumento dos preços das matérias-primas provavelmente custará à empresa centenas de milhões de euros este ano, disse o chefe financeiro, Nicolas Peter. Ainda assim, a montadora espera manter seus fornecedores ucranianos no médio e longo prazo, disse Post.

(Por Christina Ammann)

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