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Youtube lançará no Brasil recurso de vídeos curtos para competir com TikTok, diz diretora

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Ela anunciou novidades para este ano, por exemplo, que os usuários e criadores poderão gravar e publicar vídeos de até 15 segundos dentro do app (Crédito: Divulgação)

A diretora-geral do YouTube Brasil, Patrícia Muratori, foi a entrevistada da live da IstoÉ Dinheiro, nesta quinta-feira (25).

Formada em propaganda, na conversa com a revista, ela falou sobre os mais diversos temas que envolvem a plataforma que recebe 500 horas de vídeo por minuto, como o combate a vídeos falsos, à desinformação, a busca de novas fontes de receitas para os clientes e outras pautas como diversidade e inclusão.

Ela anunciou novidades para este ano, por exemplo, que os usuários e criadores poderão gravar e publicar vídeos de até 15 segundos dentro do app, com ferramentas de edição semelhante ao TikTok e ao Reels, do Instagram. “O Youtube lançará, no Brasil, recurso de vídeos curtos ”, revela.

Ao fim, Patrícia deixa evidente que a ideia de competir com os concorrentes, ao lançar o YouTubeShorts, não é qualquer sinal de que a companhia está com problemas de caixa ou de queda em audiência. Pelo contrário. A verdade completa é que o Youtube, diz ela, “gerou receita de US$ 9 bilhões com publicidade no ano passado, um crescimento de 32% em relação ao ano anterior”, afirma.

Esse aumento foi causado, provavelmente, pelas ordens de reclusão social emitidas em todo o mundo por causa da pandemia do coronavírus, levando a um enorme fluxo de espectadores assistindo anúncios colocados em vídeos. “Das dez maiores lives musicais do mundo, oito foram feitas por brasileiros”, diz.

Com a pandemia da covid-19, o mundo se viu obrigado a se adaptar à conjuntura de isolamento e da mobilidade social reduzida. Com os brasileiros não foi diferente. Ao certo, diante da crise sanitária que ceifou milhares de vidas e arruinou negócios e empregos, as pessoas mudaram seus hábitos de consumo e entretenimento. A constante e certeira recomendação do “fique em casa” fez com que as pessoas buscassem o YouTube como fonte de pesquisa para possíveis soluções para a rotina. “Oito em cada dez pessoas aprenderam algo no Youtube durante a pandemia. As pessoas estão cada vez mais consumindo os vídeos nos televisores”, conta.

O Youtube tem 16 anos desde a criação. Patrícia entende que durante este tempo ocorreram os mais diversos aprendizados, frutos do modelo disruptivo de negócio. “O Youtube é aquele adolescente que amadureceu muito rápido, que muda de rota, volta e avança, para continuar crescendo de forma sustentável”. Na live, a diretora brasileira da plataforma diz que a companhia continuará voando alto com seus criadores de conteúdo e que os brasileiros representam papel importantíssimo para eles. “O Youtube é a casa dos criadores e o Brasil é protagonista, como um dos maiores países do mundo em produção”, avalia.

Patrícia Muratori, que é a responsável na companhia pelo desenvolvimento de conteúdo e parcerias para Esportes, Games, Jornalismo, Educação, Top Criadores, YouTube Originals, além de parceiros de Mídia, abordou temas ligados às melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), e outras pautas como a diversidade, equidade e pluralidade.

Como não poderia deixar de ser, ela falou sobre fake news e conteúdos impróprios. Com números, ela mostra que a plataforma não dorme no ponto quanto as publicações indesejadas. “Nossa missão é reduzir os conteúdos que estão ali no limite da desinformação. Trabalhamos na remoção de conteúdo que viola as nossas políticas da comunidade.”

Na conversa, ela esclarece que o Youtube é uma voz para todos, mas quando algum usuário de má-fé publica conteúdo que seja nocivo, que possa ser tanto do lado de violência, como discurso de ódio, eles estão preparados para eliminá-los. “Desde o início da pandemia, 800 mil vídeos relacionados às informações perigosas ou enganosas foram removidos manualmente da plataforma de um total de 34 milhões de publicações indesejadas no ano”, concluiu. “A gente tem que garantir que a linha que separa, o que a gente remove do que a gente permite, tá no lugar certo”, finaliza.

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