Finanças

XP é a melhor plataforma de investimentos

Redução das taxas de administração e do valor das aplicações mínimas facilitou a vida dos clientes e garantiu o bicampeonato à empresa fundada por Guilherme Benchimol.

Crédito: Vivian Koblnsky

A XP foi, pelo segundo ano consecutivo, vencedora do prêmio Melhor Banco e Plataforma para Investir, concedido pelo Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGVcef). Além da qualidade na gestão dos produtos próprios, o que decidiu o caso a favor da empresa fundada por Guilherme Benchimol e atualmente presidida por Thiago Maffra foi a excelência nos serviços prestados ao investidor. Em sua avaliação, o FGVcef considera não apenas o bom desempenho dos fundos, medido pela relação entre risco e retorno, mas também a qualidade dos serviços prestados pelo gestor dos recursos.

E qualidade, aqui, não quer dizer apenas a simpatia dos atendentes, mas também as vantagens oferecidas aos clientes na hora de investir. Como a possibilidade de aplicar em fundos de excelente qualidade com pouco dinheiro, por meio da redução do ticket médio. Ou a diminuição das taxas de administração e de performance, que representam na prática uma redução dos preços dos fundos a favor do investidor.

Não por acaso, o sócio e principal executivo da área de gestão de recursos da XP, Gustavo Pires, notou uma redução de cerca de 25% no valor médio investido nos 729 fundos distribuídos pela plataforma da XP, compensada por um aumento no número de investidores. “Em 2021, fomos líderes de mercado na adoção de novos investidores”, disse Pires. Eram 930 mil no fim de janeiro, considerando pessoas físicas e jurídicas, com aplicações de R$ 174 bilhões.

Além do crescimento do número de cotistas, o executivo disse ter percebido uma alteração no perfil desses investimentos. “As pessoas estão diversificando mais suas aplicações, mesmo que não tenham alterado seu perfil de risco”, disse ele. Por exemplo, investidores conservadores que tentaram outras alternativas durante o período de juros baixos. “Eles buscaram fundos de renda fixa de vários perfis em vez de concentrar todos os recursos em CDB”, afirmou.

Segundo Pires, outro movimento perceptível foi a diversificação, facilitada pela redução das aplicações iniciais. Cresceu a busca por fundos temáticos, como os dedicados a metais preciosos, a energias renováveis e a games. E isso deve continuar. “A diversificação é a grande oportunidade que existe no mercado atualmente.”