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Wirecard perde R$ 7,4 bi em valor de mercado após fundador ser preso e pagar fiança de R$ 29 mi

Crédito: Reprodução/Twitter

Markus Braun renunciou à presidência da Wirecard no mês passado, após a descoberta do esquema de fraudes (Crédito: Reprodução/Twitter)

O fundador da processadora de pagamentos alemã Wirecard, Markus Braun, foi afastado do cargo de CEO após suspeitas de uma fraude contábil. Ontem (22), o executivo se entregou voluntariamente às autoridades de Munique, na Alemanha, depois de ser emitido o mandado de prisão. Poucas horas depois, Braun foi libertado mediante o pagamento de uma fiança de 5 milhões de euros (cerca de R$ 29 milhões).

Braun renunciou à presidência da companhia na semana passada, após a revelação do balanço com um rombo de 1,9 bilhão de euros (cerca de R$ 11,3 bilhões). Na sexta-feira (19), as ações da Wirecard despencaram, com a perda US$ 1,4 bilhão (R$ 7,4 bilhões) em valor de mercado.

A Wirecard iniciou suas operações no mercado europeu em 1999 e está no Brasil desde 2017. A subsidiária brasileira da companhia enviou uma carta a seus clientes dizendo que o escândalo não tem relação com o negócio no País.

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De acordo com comunicado do Ministério Público de Munique, divulgado pela Deutsche Welle, Braun foi detido por suspeita de “inflar” artificialmente o faturamento da empresa, com transações falsas, para fazer parecê-la mais forte. O dinheiro supostamente estaria em dois bancos nas Filipinas, mas, na divulgação do balanço, a empresa já admitiu que a quantia provavelmente não existe.

Com o afastamento de Braun, a executiva Jan Marsalek, conhecida como a mão direita do ex-CEO, foi demitida. Marsalek administrava os negócios do dia a dia. O conselho nomeou como chefe-interino o gerente norte-americano James Freis.

Em entrevista ao portal T-Online, o ministro da Economia da Alemanha, Peter Altmaier, disse que o escândalo da Wirecard deve ser resolvido rapidamente. Para ele, é essencial transparência no processo e que todos os envolvidos sejam punidos. Altmaier alertou ainda sobre a perda de imagem da Alemanha como local de negócios.

Alguns jornais da Alemanha debatem que o escândalo também pode influenciar negativamente o crescimento de fintechs no País. O setor tem ganhado competitividade, principalmente em Berlim, e bancos digitais como o N26 são apostas do mercado.

 

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