Política

Whatsapp toma medidas para evitar disparo em massa de mensagens em eleição na Índia

A empresa já avisou aos partidos políticos do país que perfis que dispararem mensagens em massa serão excluídos do Whatsapp

Whatsapp toma medidas para evitar disparo em massa de mensagens em eleição na Índia

Indiano lê jornal em Nova Délhi com anúncio do WhatsApp para combater notícias falsas, em 10 de julho de 2018 - AFP/Arquivos

As eleições indianas são as maiores do planeta em número de eleitores – nas últimas eleições gerais do país, em 2014, 814 milhões de pessoas estavam aptas a votar. O país também é o maior mercado do planeta para o Whatsapp, onde assim como no Brasil, é uma ferramente de comunicação extremamente difundida, com 200 milhões de usuários na Índia.

O poder da ferramenta já pôde ser visto no país quando boatos espalhados via Whatsapp levaram a uma onda de linchamentos, levantando questões de controle da plataforma. Com a perspectiva das eleições gerais, o sistema começou a se movimentar para apagar perfis que realizavam compartilhamento em massa de “conteúdos problemáticos”, disse a empresa em um comunicado enviado na última quarta-feira.

Através de um sistema de inteligência artificial, a empresa controlada pelo Facebook conseguiu tirar de circulação mais de 6 milhões de usuários ao redor do planeta que estavam “floodando” – termo para envio em excesso de uma mesma mensagem ou de conteúdo similar em um curto período de tempo –  o aplicativo de mensagens.

“Esses esforços são particularmente importante durante as eleições onde alguns grupos podem tentar mandar mensagens em larga escala”, disse o Whatsapp ao comentar suas ações para as eleições na Índia. A companhia também entrou em contato com partidos políticos para explicar que suas contas poderiam ser bloqueadas caso eles abusem da plataforma.

As eleições de 2014 foram o primeiro exemplo de um pleito com uma forte campanha nas redes sociais. O vencedor naquele ano e atual presidente, Narendra Mody, é ativo na internet e conseguiu grande mobilização via rede. A expectativa é de que neste ano as ferramentas tomem uma participação ainda maior nas escolhas do povo indiano.

“Vimos como os partidos tentam chegar até as pessoas pelo Whatsapp, e em alguns casos usam o aplicativo de uma maneira que ele não foi planejado para funcionar”, explicou o porta-voz do serviço, Carl Woog, para jornalistas e Nova Déli. “Nós contactamos os partidos para explicar nossa visão de que o Whastapp não é uma plataforma de transmissão, e que não é um meio de enviar mensagens em larga escala”, completou.