Edição nº 1100 14.12 Ver ediçõs anteriores

Webmotors cria plataforma de pagamento especializada em carros

Webmotors cria plataforma de pagamento especializada em carros

Cláudia Woods, CEO da Webmotors

Ao longo de seus 23 anos de história, o site de venda de carros Webmotors conquistou uma audiência mensal de mais de 11 milhões de pessoas e se consolidou como uma das principais plataformas de venda de veículos usados do Brasil.

Atualmente, o site conta com um estoque de 500 mil carros anunciados e a presença de 12 mil lojistas e revendedores, de todos os portes, que escolheram a plataforma para vender seus veículos. “A Webmotors sempre foi o Tinder do mercado automotivo”, afirma Cláudia Woods, CEO da Webmotors referindo-se ao popular aplicativo que faz a intermediação de encontros amorosos.

Mas a Webmotors quer ir além dessa intermediação e está entrando em uma área nova. A empresa, controlada pelo banco espanhol Santander, acaba de criar uma plataforma de meio de pagamentos especializada em carros, batizada de Autopago. “Ela nasceu para diminuir a dor do comprador e do vendedor depois que eles compram um veículo”, diz Cláudia.

O Autopago, segundo Cláudia, atende duas das principais preocupações de segurança no processo de transação: a vistoria para garantir a procedência do veículo e a hora do pagamento.

No primeiro item, a Webmotors faz uma análise de 250 itens do veículo, como história de acidentes, teste de pintura, verificação de quilometragem e análise de documentos. A vistoria ainda verifica pagamento de IPVA e multas e dá garantia de carro não roubado.

No quesito pagamento, o Autopago funciona como uma carteira virtual, a exemplo do Mercado Pago, do concorrente Mercado Livre. O dinheiro da venda é depositado nessa carteira pelo comprador e só é liberado ao vendedor depois da transferência dos documentos.

A Webmotors cobra uma taxa de 1,5% do valor da venda, que pode ser paga 100% pelo comprador ou pelo vendedor, ou dividida entre ambos. “Daqui a dois anos, a nossa estimativa é que 60% das transações das pessoas físicas sejam feitas pelo Autopago”, afirma Cláudia.

A executiva não revela quantos carros são vendidos pela plataforma. Mas diz que entre 35% e 40% dos negócios são entre pessoas físicas. O restante é de lojistas e revendedores que atuam na plataforma.

Embora não tenha nenhum plano no momento, Cláudia acredita que a tendência que o Autopago evolua para um produto agnóstico. “Não tem razão para ficar restrito apenas à Webmotors”, diz a executiva.

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