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Walmart pode demitir até 80% dos funcionários de operação online

Com a integração, o Walmart vai focar no modelo de marketplace, no qual os produtos são vendidos por outras lojas. A ideia é reduzir bastante a sua oferta própria

Walmart pode demitir até 80% dos funcionários de operação online

A rede varejista americana Walmart pode demitir até 80% dos funcionários de sua operação online no Brasil, apurou o blog BASTIDORES DAS EMPRESAS. Esse número representa aproximadamente 800 pessoas das mil que trabalham no negócio digital.

As demissões acontecem por conta da integração das operações físicas e online, que foram antecipadas com exclusividade pela coluna MOEDA FORTE, do portal da DINHEIRO.

Com a integração, o Walmart vai focar no modelo de marketplace, no qual os produtos são vendidos por outras lojas. A ideia é reduzir bastante a sua oferta própria. Por esse motivo, além das sobreposições de funções, algo normal em fusões desse tipo, não faz mais sentido manter o atual quadro de funcionários. “Há um clima de velório por lá”, disse uma fonte ouvida pelo blog BASTIDORES DAS EMPRESAS.

O Walmart.com surgiu em 2012 como um braço separado da operação física. No Brasil, tinha uma sede independente, que fica em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo. Mas o seu modelo era bastante criticado por analistas que acreditavam que essa divisão impedia o grupo varejista americano de explorar as sinergias entre as operações online e offline.

Mais recentemente, a movimentação entre dois gigantes do comércio eletrônico indicou que a integração online e offline era uma necessidade até mesmo para as operações que nasceram digitais. A americana Amazon, por exemplo, está investindo em pontos físicos. Neste ano, a companhia fundada por Jeff Bezos pagou US$ 13,7 bilhões pela rede de supermercados Whole Foods. Na China, o Alibaba fez uma parceria estratégica com o Balain Group, a maior varejista do país em número de lojas físicas, para entrar no varejo real.

No Brasil, o modelo do Magazine Luiza está sendo premiado pelos investidores. A companhia comandada por Frederico Trajano observou suas ações subiram 501%, em 2016. Neste ano, a valorização dos papéis ultrapassava os 300%. “O Magazine Luiza está à frente de seus competidores, capitalizando sua estratégia de canais integrados”, escreveram Guilherme Assis e Andres Estevez, analistas do banco Brasil Plural, em um relatório divulgado ao mercado, analisando o resultado do terceiro trimestre deste ano.

Procurado, o Walmart disse que não comentaria esse assunto. Por meio de sua assessoria, enviou a seguinte nota:

Em mais uma importante etapa do processo de simplificação do negócio e inovação para seus clientes no Brasil, o Walmart decidiu integrar suas operações de varejo físico e comércio eletrônico, que irá concentrar sua atuação online no marketplace e futuras oportunidades no digital. Esta decisão é parte da estratégia internacional da companhia e irá proporcionar mais agilidade e eficiência ao negócio e trazer mais opções de produtos e serviços aos clientes. O processo de transição começa agora com algumas ações de integração, que serão lideradas por Paulo Silva (CEO do Walmart.com.br).

Além da integração do varejo físico e online, o Walmart mantém o foco no projeto de reinvenção dos hipermercados e supermercados no Brasil. Estamos transformando o conceito desses formatos desde a planta e layout da loja, sortimento (com mais itens regionais e marcas próprias), equipamentos e serviços oferecidos. Os dois projetos somam investimentos estimados de R$ 1,5 bilhão ao longo dos próximos quatro anos.


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