Finanças

WALL STREET NA MIRA DO ITAÚ

O Itaú acaba de desembarcar nos EUA com a missão de atrair a mercadoria mais escassa nos dias de hoje: dinheiro dos investidores estrangeiros. Há dez dias, o banco abriu uma corretora em Nova York. Ali, no 23o andar do prédio da esquina das ruas Madison e 55, em Manhattan, o Itaú vai buscar novos clientes para ações de empresas e títulos da dívida brasileira. Ao contrário do que se poderia imaginar, o banco não se desanima com o ambiente ruim para aplicações em países emergentes. O Itaú acredita que pode transformar a fragilidade do mercado num ponto de força. ?Essas dificuldades são, para nós, uma oportunidade?, diz Roberto Nishikawa, presidente da corretora Itaú.

A estratégia consiste em aproveitar as brechas deixadas pela concorrência estrangeira. Nos últimos dois anos, aplicações em países emergentes saíram de moda. ABN Amro, o Deutsche Bank e o Lehman Brothers fecharam suas corretoras no Brasil. Outras demitiram seu pessoal, centralizaram seu departamento de pesquisa em Nova York e encarregaram os analistas de acompanhar vários países ao mesmo tempo. Já o Itaú reforçou seu departamento de pesquisas. Seus 11 analistas de empresas e de renda fixa foram considerados a melhor equipe de pesquisa de corretoras do Brasil em 2001 pela Abamec.



?Nossa vantagem é uma equipe totalmente focada no Brasil?, diz Nishikawa. Em Nova York, o Itaú quer atrair cerca de 30 grandes clientes, entre fundos de pensão e de investimentos e milionários americanos. Como cartão de visitas, a Itaú Inc. quer apresentar a permissão recém-concedida pelo Fed, o banco central americano, para operar nos EUA, do varejo bancário à emissão de títulos. ?É um atestado de qualidade conferido pelo Fed. Só 28 bancos estrangeiros têm essa permissão?, anuncia Nishikawa.



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