12/11/2018 - 15:15
A Victoria’s Secret, mais famosa grife de lingerie no mundo, foi alvo de uma série de críticas após o diretor de marketing, Ed Razek, afirmar que a empresa não deveria colocar modelos transgêneros no tradicional show de lançamento da nova linha de peças.
Em entrevista para a revista Vogue, Razek afirmou que as lingeries comercializam “fantasias” e que não deveriam incluir transgêneros no elenco de modelos. A resposta foi dada após ele ser questionado sobre o aumento da representatividade de minorias e inclusão de padrões tradicionalmente não associados à indústria da moda.
“A marca pensa em diversidade? Sim. Oferecemos tamanhos maiores? Sim …Você não deveria ter transexuais no show? Não. Não, acho que não devemos.”
Please read this important message from Ed Razek, Chief Marketing Officer, L Brands (parent company of Victoria’s Secret). pic.twitter.com/CW8BztmOaM
— Victoria's Secret (@VictoriasSecret) November 10, 2018
A declaração foi criticada em sites e redes sociais. Posteriormente, a Victoria’s Secret, através de uma postagem no Twitter assinada por Rezek, se desculpou pela repercussão negativa e negou que a marca faça qualquer tipo de segregação.
“Para ser sincero, nós absolutamente incluiríamos um modelo transgênero em um dos nossos shows. Nós tivemos modelos transgêneros nas audições, e assim como muitos outros, eles não passaram, mas nunca foi uma questão de gênero ”, afirmou em parte do comunicado.
A Victoria’s Secret atua em 80 países e recentemente abriu duas lojas na China. Apesar de todo o glamour, a marca sofre com a queda nas vendas desde 2016. Mesmo com as críticas, houve quem defendesse a empresa afirmando que as pessoas não são obrigadas a comprar os seus produtos caso não se sintam confortáveis com a filosofia de negócio.
https://twitter.com/The_AmusingMuse/status/1061244756917936129
