Ciência

Surtos de Covid na Europa e Ásia aumentam temor de explosão de casos no Brasil

Crédito: Fernando Grilli/Riotur

Aglomerações no Carnaval são risco a uma retomada de novos casos de Covid-19, mesmo com ampla vacinação da população (Crédito: Fernando Grilli/Riotur)

O aumento de novos casos de Covid-19 em países europeus, sobretudo Rússia e Alemanha, gera preocupação de uma retomada de infecções no Brasil no contexto de aglomerações de verão. No entanto, a alta da taxa de vacinação no País deve impedir a ocorrência de casos mais graves, hospitalizações e óbitos.

“Terá turista europeu vindo para o Brasil, brasileiros viajando à Europa, eventos de aglomeração como carnaval, praias, bares e shoppings, relaxamento de medidas de proteção. A gente tem um risco de ter um novo aumento no número de casos, mas, com o avanço da vacinação, iremos conter casos mais graves e óbitos”, explica a dra. Carla Kobayashi, infectologista do hospital Sírio-Libanês.



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Alguns países europeus voltaram a registrar um aumento de casos de Covid-19 devido à falta de vacinação. Não porque falta vacina disponível a países economicamente potentes, mas pela resistência de boa parte da população em se vacinar. O negacionismo vacinal mantém a circulação do novo coronavírus (Sars-Cov-2) alta e ainda aumenta a probabilidade do surgimento de uma nova variante.

Na Ásia, a China enfrenta surtos isolados em localidades do norte do país e o governo já age com todo o rigor para inibir a disseminação para o restante do território continental.

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“Alguns países têm apenas um terço da população vacinada, como Rússia (33,8% da população). Esses países não vão conseguir avançar no combate à Covid, mesmo com ideias em relação a uma dose de reforço”, pontua Kobayashi.

Além da resistência, os países europeus iniciaram antes que o Brasil suas campanhas de vacinação. Como a proteção das vacinas tem validade temporal, esse intervalo de imunização pode impulsionar novos casos de Covid-19.


“O que observamos em outros países é que, passado algum tempo da vacinação da maior parte da população, há uma perda de proteção, especialmente entre os mais idosos. Isso demonstra uma recirculação do vírus. A vacina perde um pouco da proteção em função da idade, tempo da vacinação, tipo de vacina, intervalo entre doses”, analisa o infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) dr. Renato Kfouri.

Kfouri ressalta a importância de tomar uma dose de reforço da vacina para quem tomou a última dose há mais de seis meses. Além disso, muitos países europeus ministraram as doses da vacina com intervalo de apenas 21 dias, o que configura perda de proteção mais precoce.

“O risco de recirculação e ressurgimento de novos casos é tão menor quanto mais altas as taxas de proteção da população: revacinação de quem perde proteção, dose de reforço, estender a vacinação a adolescentes e, quem sabe, crianças de 5 a 11 anos”, diz Kfouri. Ele enfatiza a importância da homogeneidade de cobertura vacinal: não adianta um estado ter uma taxa de vacinação alta enquanto outros não têm.

Atualmente, mais de 122 milhões de brasileiros estão completamente imunizados contra a Covid. Dados do consórcio de veículos de imprensa da última quarta-feira (10) indicam que 57,42% da população está totalmente protegida. Tomaram a primeira dose de alguma vacina 73,32% da população. Os números traduziram-se na última segunda-feira (8), quando oito estados brasileiros, incluindo São Paulo, não registraram nenhum óbito relacionado à Covid-19.

No entanto, vale lembrar: a pandemia ainda não chegou ao fim e, mesmo vacinadas, as pessoas precisam continuar a utilizar máscara de proteção e evitar, quando puderem, aglomerações.

Escassez de seringas
Um problema grave apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na última terça-feira (9) é a provável falta de seringas para vacinas em 2022. A OMS indica que 6,8 bilhões de doses da vacina contra a Covid-19 são administradas globalmente por ano, mas a capacidade anual de fabricação de seringas é de quase 6 bilhões.

“A escassez de seringas é infelizmente uma possibilidade real. É evidente a deficiência que teremos de mais de um bilhão de seringas em 2022, se mantermos a produção no ritmo usual”, declarou Lisa Hedman, especialista da OMS para Acesso a Medicamentos e Produtos de Saúde.



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