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Via Varejo reverte prejuízo e tem lucro líquido de R$ 65 mi no 2º trimestre

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Via Varejo: os resultados refletem o "excelente desempenho" das vendas online, mas também a redução da alavancagem operacional provocada pela queda da receita (Crédito: Divulgação)

A Via Varejo, dona das marcas Casas Bahia, Pontofrio e Bartira, fechou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 65 milhões. O resultado reverte prejuízo líquido de R$ 162 milhões registrado no mesmo período de 2019. Entretanto, o resultado operacional foi de prejuízo líquido de R$ 176 milhões, 40,6% menor que as perdas registradas no mesmo intervalo de 2019.

De acordo com a companhia, os resultados refletem o “excelente desempenho” das vendas online, mas também a redução da alavancagem operacional provocada pela queda da receita, pelos custos fixos com o fechamento de lojas por causa da pandemia da covid-19 e pelo aumento das despesas financeiras.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 555 milhões, alta de 45,7% em um ano. Pelo critério operacional, o resultado nesta linha foi de R$ 314 milhões, alta de 76% no mesmo período atribuída também ao crescimento do e-commerce da empresa e à melhoria das margens de produtos, além da redução de despesas fixas. A margem Ebitda ajustada cresceu 4,2 pontos porcentuais, para 10,5%.

O resultado financeiro líquido da companhia foi de despesa de R$ 200 milhões, comparado a despesas de R$ 274 milhões registradas um ano antes. Incluindo ajustes não recorrentes, o resultado ficou negativo em R$ 323 milhões. O número é fruto, de acordo com a companhia, de custos com um certificado de depósito bancário (CCB) e dos alongamentos de dívida feitos no trimestre.

A receita líquida da Via Varejo caiu 12,4% em um ano, para R$ 5,280 bilhões. A receita bruta, ou seja, o valor das vendas, teve recuo de 7,8%, para R$ 6,461 bilhões. Neste caso, as lojas físicas, fechadas pela empresa em 21 de março e gradualmente reabertas ao longo do trimestre, tiveram queda de 63% nas vendas, para R$ 2,179 bilhões. O canal online, por outro lado, apresentou crescimento de 299,4% em um ano, para R$ 4,282 bilhões.

O valor bruto de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) cresceu 0,5%, para R$ 7,260 bilhões. Considerando-se apenas o canal online, a alta foi de 279,6%, para R$ 5,081 bilhões. O maior salto foi nas mercadorias vendidas pela própria Via Varejo (1P), com alta de 311,2%. O GMV dos parceiros do marketplace (3P) teve alta de 179,8%.

O canal online representou 70% das vendas da Via Varejo no trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2019, a alta é de 51,5 pontos porcentuais.

A Via Varejo calculou as vendas em mesmas lojas (que considera apenas as unidades abertas há mais de 12 meses) de duas formas. Na primeira, que considera apenas as lojas físicas reabertas no início de cada mês e que ficaram abertas o mês inteiro, ou 564 unidades, a alta foi de 15%. Na outra, que considera todas as lojas reabertas até o final de junho, independente do dia em que reabriram, o crescimento foi de 23%.

A companhia encerrou o segundo trimestre com caixa líquido, incluindo recebíveis não descontados, de R$ 2,902 bilhões. É uma alta de 1.841% no intervalo de um ano.

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