Economia

Veja as 10 mudanças que atingiram o seu bolso em 2020

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Não vamos esquecer deste ano e nem devemos, pois os impactos econômicos advindos do dito cujo ainda estarão por aqui por um bom tempo (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Este foi um ano desafiador para todos, além da pandemia da covid-19, várias mudanças afetaram em cheio a vida financeira dos brasileiros neste ano. “2020 tem sido um ano de muitos desafios para vários setores da economia. Alguns setores, como tecnologia e entretenimento digital, nunca estiveram tão fortes. Outros, como de viagens e comercio, sofreram bastante”, Leandro Araújo, diretor dos serviços financeiros da IB Consulting.

“Quem ainda não ouviu várias vezes a frase: ‘2020. Ano para nós esquecermos’. Pois é, nós não vamos esquecê-lo e nem devemos, pois os impactos econômicos advindos do dito cujo ainda estarão por aqui por um bom tempo”, diz Roberto Dumas, economista, palestrante e professor do Insper e do Ibmec.

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Os especialistas elencaram as 10 mudanças que afetaram a vida financeira dos brasileiros neste ano. Acompanhe:



1 – A pandemia

Milhares de pessoas perderam os seus empregos ou tiveram a sua renda afetada por conta dos confinamentos, redução da jornada de trabalho, demissões em massa, entre outros. O home office é uma realidade e devemos estar cada vez mais conectados e capazes de transitar melhor em um mundo virtual.

2 – Auxilio emergencial

Por meio de incentivos governamentais, trabalhadores receberam durante vários meses parcelas do auxílio emergencial. Esse incentivo ajudou a economia girar, mas vale lembrar que não está prevista uma nova rodada para o ano que vem.

3 – Saque FGTS

Foi liberado o saque emergencial do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no valor de até R$ 1.045 das contas ativas e inativas com o objetivo de reduzir o impacto da pandemia na renda dos brasileiros.

4 – Casa própria

A Caixa, principal financiador de crédito imobiliário do País, diminuiu a taxa de financiamento da casa própria para pessoa física, com recursos da poupança, para novos financiamentos. As taxas, que partiam de 6,5%, foram reduzidas para 6,25% mais a TR (Taxa Referencial) ao ano. E o teto caiu de 8,5% para 8% mais TR.

3 – Novas alíquotas de contribuição ao INSS

Trabalhadores que ganham menos passaram a pagar menos e quem ganham mais, passou a pagar mais, desde marco deste ano, quando foram alteradas as alíquotas de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

5 – Câmbio 1

Quem usa cartão de crédito no exterior passou a pagar a taxa do fechamento do câmbio, no dia da compra, e não mais o valor do fechamento da fatura do cartão.

6 – Câmbio 2

O real, frente ao dólar, chegou a perder quase 40% do seu valor durante a pandemia, fazendo com que produtos importados ficassem mais caros e exportadores brasileiros tivessem mais competitividade no cenário externo.

7 – Pix

Entrou em vigor em novembro, novo método de transferência entre contas bancarias. O sistema eletrônico funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e promete reduzir os custos e agilizar as transferências bancárias.

8 – Nova nota de R$ 200

Desde o plano real, o Brasil já apresentou mais de 500% de inflação, ou seja, a nota que valia R$ 100 em 1994, teria que valer mais de R$ 500 em 2020. O lançamento dessa nova nota, de certa forma, faz essa função de ajuste de inflação.

9 – Compromisso fiscal

O nosso compromisso fiscal ditará os rumos dos nossos juros, câmbio e crescimento econômico. No ano de 2020 adotamos um orçamento de guerra, onde o teto de gastos não prevaleceria. Ou seja, o país poderia gastar mais do que gastou em 2019 ajustado pela inflação. O combinado é que o orçamento de guerra e os auxílios emergências de R$275 bilhões que ajudaram 68 milhões de cidadãos, não estarão aqui em 2021. O problema é que graças a esses auxílios, o Brasil logrou ter uma queda do PIB de apenas 4.5% em 2020 (projeção) e não 9.5% como projetávamos no início da pandemia.

10 – Cheque especial

A regra do Banco Central que determina que os juros do cheque especial sejam de no máximo 8% ao mês também entrou em vigor neste ano.

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