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Varíola do macaco tem sequência de genoma mapeada; qual o risco de um surto mundial?

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Surto de varíola dos macacos está atingindo pessoas ao redor do mundo (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)



A cientista brasileira Mônica de Bolle foi ao seu Twitter nesta sexta-feira (20) explicar o que significa o mapeamento da sequência do genoma da doença conhecida como “varíola do macaco”. 

De Bolle é economista, mas atualmente está atuando na área de biomedicina como pesquisadora da Universidade de Georgetown. Ele fez uma série de tuítes explicando quais as informações que podem ser retiradas desse sequenciamento e os riscos da doença virar um surto mundial. Atualmente, Reino Unido, Alemanha, Portugal, Espanha, Estados Unidos e Canadá já registraram caso da doença

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O mapeamento do genoma aconteceu após o caso que foi descoberto em Portugal. 



A transmissão da doença não é tão simples 

Uma das características do vírus é que ele se trata de um vírus de DNA, ao contrário do Sars-Cov-2, que é de RNA. De Bolle explica que o vírus da varíola do macaco tem o genoma muito mais conservado e estável, ao contrário do da Covid-19.

“A transmissão NÃO é fácil! Ela se dá por contato próximo e direto com animais, pessoas, ou superfícies infectadas. Historicamente, surtos de monkeypox ou mesmo de varíola sempre se exauriram em áreas de baixa densidade populacional”, disse. 

Ela, porém, alertou que rastreamento de contatos e isolamento de casos suspeitos ou confirmados da doença são medidas eficazes para conter a doença.   


Não há motivo para pânico 

Desde o início da pandemia do Sars-Cov-2, cientistas e pesquisadores alertaram que ainda tínhamos poucas informações sobre a facilidade do vírus sofrer mutações e como ele se comportaria. Isso não poderia acontecer também com o vírus da varíola do macaco? A pesquisadora diz que não.


“Não, nós não vamos repentinamente descobrir que a transmissão é diferente daquela que já conhecemos. Monkeypox não é um vírus novo como é o SARS-CoV-2. Ele pode até estar se adaptando melhor a nós, mas isso não é motivo para terror/pânico”, acredita. 

A pesquisadora finalizou o fio explicando que as vacinas que já existem contra a varíola original são eficazes contra esse novo tipo. 






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