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Entidade desmente suspensão da compra de couro por marcas de calçados e roupas

Presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) afirmou que houve um erro de "pré-aprovação" em comunicado que afirmava suspensão de marcas de calçados e roupas

Entidade desmente suspensão da compra de couro por marcas de calçados e roupas

O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) recuou na informação divulgada pela própria entidade sobre a suspensão da compra de couro brasileiro por importantes marcas de roupas e calçados, como a Vans, Timberland e The North Face, publicada em uma carta aberta enviada ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Em entrevista ao Estadão, o presidente do CICB, afirmou que houve um erro de “pré-avaliação”.

“A carta foi divulgada (pelo próprio CICB) antes da checagem com a empresa importadora”, disse Bello. “Esse importador estaria supostamente suspendendo as compras. Foi um equívoco nosso. Vamos corrigir a informação junto ao governo federal.”

Nesta quarta-feira (28), uma carta da entidade assinada por Bello afirmou que importantes importadores do couro brasileiro haviam suspendido a compra após a divulgação da relação entre as queimadas na Amazônia e o agronegócio.

“Para uma nação que exporta mais de 80% de sua produção de couros, chegando a gerar US$ 2 bilhões em vendas ao mercado externo em um único ano, trata-se de uma informação devastadora”, informou o documento.

Segundo a associação, as marcas que solicitaram a suspensão são Timberland, Dickies, Kipling, Vans, Kodiak, Terra, Walls, Workrite, Eagle Creek, Eastpack, JanSport, The North Face, Napapijri, Bulwark, Altra, Icebreaker, Smartwoll e Horace Small.

De acordo com Bello, as empresas afirmaram que continuarão fazendo negócios com os produtores brasileiros, mas que gostariam de maiores esclarecimentos sobre a origem e rastreabilidade dos produtos.

“Recebemos este relato de uma indústria brasileira e, quando esclarecemos o fato com o cliente internacional, obtivemos a informação de que não haverá cancelamentos”, acrescentou o presidente do CICB ao Estadão.