Dinheiro em Ação

Vale tem produção recorde no terceiro trimestre

Vale tem produção recorde no terceiro trimestre

Papéis avulsos

A Vale atingiu novo recorde ao produzir 104,9 milhões de toneladas de minério de ferro no terceiro trimestre, quantidade 10,3% superior àquela alcançada no mesmo período do ano passado. O volume foi impulsionado pela mina S11D, no Pará (AM), cuja produção atingiu 16,1 milhões de toneladas, alta de 160% na comparação anual. Além da quantidade, o minério extraído na S11D contém menos impurezas, o que atende à demanda das siderúrgicas chinesas, as maiores clientes da mineradora. No ano passado, 41% da receita de R$ 33,9 bilhões da Vale foi proveniente da China. Não à toa, na semana passada, o presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, disse ter a expectativa de que o próximo presidente eleito entenda a importância da relação comercial entre os países e evite disputas. “Isso não traz benefício. Se não é bom para ninguém, não é bom para a Vale”, disse ele durante um evento no Rio de Janeiro (leia mais aqui).

 

Papel e celulose

União de Suzano e Fibria é aprovada no Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, na semana passada, a união da Suzano Papel e Celulose e da Fibria, o que cria oficialmente a maior produtora de celulose do mundo. O negócio foi anunciado em março. O Cade entende que, embora a participação conjunta das empresas seja relevante para o mercado interno, existem fornecedores alternativos que “já constituem opções de fornecimento para uma ampla gama de clientes”. Agora, a consumação da fusão entre as companhias depende apenas do aval da Comissão Europeia. O pedido já está sendo analisado pelo órgão europeu e a expectativa da Suzano é que a decisão seja anunciada neste ano. As ações da Suzano sobem 119% no ano.

 

Educação

Kroton vai fechar capital da Somos

A empresa de educação Kroton anunciou que vai promover uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para comprar a participação dos minoritários da Somos Educação até o dia 10 de novembro. O objetivo é fechar o capital da companhia, que foi adquirida do fundo de investimentos Tarpon em abril, por R$ 4,6 milhões. Depois da operação, a Kroton vai comprar os papéis remanescentes da subsidiária de ensino fundamental e retirá-la do novo mercado. A previsão do presidente da companhia, Rodrigo Galindo, é encerrar a operação até maio de 2019. Os papéis da Kroton caem 41% no ano.

 

Alimentos

Camil faz acordo para quitar débito de R$ 42,5 milhões

A Camil, uma das maiores produtoras de arroz e feijão do País, aderiu na semana passada ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) para quitar débitos de R$ 42,5 milhões relacionados ao Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural). A empresa, que abriu capital no ano passado, apresentou no dia 10 de outubro o resultado do segundo trimestre no qual reportou receita líquida de R$ 1,1 bilhão, queda de 1,4% na comparação anual. A maior parte desse montante, R$ 801 milhões, se refere ao mercado interno e R$ 344,7 milhões foram vendidos no exterior. As ações caem 5% ao ano.

 

Touro x Urso

O Ibovespa segue mais uma semana oscilando conforme o movimento eleitoral. A liderança do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, nas pesquisas estimula o movimento de compra entre os investidores. A ações dos bancos impulsionam a alta. Outro fator positivo é o avanço das bolsas internacionais. Até quarta-feira, 17, o principal índice da Bolsa acumulava ganhos de 3,69% na semana. No ano, a alta é de 12,5%.

 

Destaque no pregão

Petrobras avança na venda de ativos

A meta de desinvestimentos da Petrobras no biênio 2017-2018 é de R$ 21 bilhões e, até agora, um quarto desse objetivo, ou R$ 5,7 bilhões, foi alcançado. Para chegar mais perto de seu alvo, a petroleira presidida por Ivan Monteiro mira a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG). De acordo com informações da agência de notícias americana Bloomberg, a empresa francesa de energia Engie e o fundo canadense Caisse de Depot et Placement du Quebec planejam oferecer até US$ 9 bilhões (R$ 34 bilhões) pela compra da TAG, o que representa acréscimo de US$ 1 bilhão em relação à oferta inicial. Além dessa frente, a estatal possui outras 11 negociações em curso, com previsão de conclusão até o fim de dezembro. Entre os acordos mais avançados está a venda conjunta dos polos de Enchova e Pampo, na Bacia de Campos (RJ), para a Ouro Preto Óleo e Gás, e a fatia de 50% da PetroÁfrica, avaliada em cerca de US$ 1,3 bilhão, que deve ser adquirida pela holandesa Vitol.

Palavra do analista:
Luiz Gustavo Pereira, da Guide Investimentos, tem uma visão otimista para a estatal. “A Petrobras deve continuar a se beneficiar dos preços mais altos do petróleo e real mais desvalorizado”, escreve ele. As ações sobem 65,6% no ano, impulsionadas também pela expectativa eleitoral.

 

 

Mercado em números

INVEPAR
US$ 650 milhões – É o valor que a empresa de concessões em infraestrutura pretende captar no mercado internacional por meio de títulos de dívida

MINERVA
R$ 1 bilhão – É o valor que o conselho da companhia aprovou para o aumento de capital por meio da emissão de ações

CYRELA
R$ 918 milhões – É o montante de lançamentos da incorporadora imobiliária no terceiro trimestre, alta de 72,7% na comparação anual

DIRECIONAL
R$ 524 milhões – É Valor Geral de Vendas (VGV) da incorporadora no terceiro trimestre, o que significa avanço de 355% na comparação anual

CARREFOUR
5,1% – É o percentual de crescimento nas vendas da operação da companhia no Brasil no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2017