Dinheiro em Ação

Vale tem maior lucro desde 2011

Vale tem maior lucro desde 2011

Papéis avulsos

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, lucrou R$ 17,6 bilhões em 2017, alta de 32,4% em relação a 2016. É o melhor resultado anual desde 2011, quando o lucro líquido foi de R$ 37,8 bilhões. O desempenho positivo foi impulsionado pelo avanço nas vendas, que cresceram 14,6%, em 2017, para R$ 108,5 bilhões. A geração de caixa do segmento de minerais ferrosos, medida pelo Ebitda, subiu 26%, no ano passado, para R$ 48,9 bilhões. “Esperamos um desempenho ainda melhor para 2018, que deve refletir na melhora da distribuição de dividendos”, diz Rafael Passos, analista da Guide. Outro ponto positivo é a oferta subsequente de ações (follow-on) da companhia presidida por Fabio Schvartsman, que deve ser realizada no segundo trimestre. “Além de aumentar a liquidez das ações, o follow-on vai permitir a venda de participação de fundos de pensão ligados a estatais, o que tende a melhorar a governança”, diz Passos.

 

Siderurgia

Gerdau reverte prejuízo no trimestre

A siderúrgica Gerdau lucrou R$ 262 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado reverte o prejuízo de R$ 203 milhões registrado no mesmo período de 2016. De setembro a dezembro de 2017, a companhia presidida por Gustavo Werneck elevou a produção de aço bruto em 18,7%, para 3,95 milhões de toneladas. A receita líquida somou R$ 9,82 bilhões, alta de 14% na comparação anual. Um dos principais desafios da empresa, em 2018, será elevar o uso da capacidade instalada, que está em 67%, patamar considerado baixo pelos analistas. Werneck declarou que esse percentual deve crescer nos próximos meses pela recuperação na atividade econômica. No ano, as ações sobem 34,2%.

 

Bancos

Tesouraria melhora resultado do BTG

O banco de investimentos BTG Pactual teve lucro ajustado de R$ 744 milhões no quatro trimestre de 2017, alta de 9,4% na comparação anual. A receita cresceu 34% no período, para R$ 1,3 bilhão, impulsionada pela alta de 177% dos ganhos com tesouraria. A carteira expandida de crédito fechou 2017 em R$ 28,1 bilhões. As ações sobem 6,3% no ano.

 

Touro x Urso

O principal índice da Bolsa fechou fevereiro com leve alta de 0,52%. No ano, os ganhos somam 11,7%. Após bater recordes consecutivos de pontos no mês passado, como reflexo da valorização das ações de peso significativo no índice, como Vale, Itaú e Banco do Brasil, o Ibovespa perdeu força nos dois últimos pregões do mês quando os investidores optaram por realizar os lucros.

 

Destaque no pregão

Cerveja puxa lucro da Ambev

A fabricante de bebidas Ambev, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica e líder no mercado de cervejas no Brasil, lucrou R$ 4,3 bilhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 23,2% ante o período anterior. O faturamento da empresa presidida por Bernardo Paiva, subiu 14% no período, para R$ 15 bilhões. Somente no Brasil, a alta foi de 13,8%, beneficiada pela redução de impostos e pela venda de cerveja, que aumentou 15,2%. Apesar do bom resultado e dos bons prognósticos com a Copa do Mundo, a Ambev avalia que manter o ritmo de vendas da bebida será um desafio neste trimestre, por conta da antecipação do Carnaval e da temperatura mais baixa que o normal para o verão. Analistas destacam a capacidade da companhia em elevar sua receita, mesmo diante da baixa da atividade econômica dos países em que opera.

Palavra do analista:
Na avaliação de Carlos Soares, analista da Magliano Corretora, o desempenho sólido apresentado permite esperar bons resultados para 2018. “Esperamos o fortalecimento no volume de vendas, já observado no terceiro trimestre de 2017”, diz. O preço-alvo é de R$ 22,50 para o papel.

 

Infraestrutura

Lava Jato derruba ação da CCR

As ações da CCR, maior empresa brasileira de concessões de infraestrutura, caíram mais de 8% na semana passada, depois que a companhia foi citada na delação do empresário Adir Assad no âmbito da Lava Jato. A empresa é acusada de superfaturar contratos de patrocínio de eventos de automobilismo, como o campeonato de Stock Car. A CCR afirmou que iniciou uma investigação interna para apurar os fatos. No ano, as ações caem 21,4%.

 

 

Mercado em números

WEG
R$ 1,14 bi – Foi o lucro líquido da fabricante de motores elétricos em 2017, alta de 2,2% na comparação anual

B3
R$ 1,03 bilhão – É o valor que a operadora da Bolsa lucrou no quarto trimestre de 2017, alta de 7,9% na comparação anual

ECORODOVIAS
R$ 400 milhões – É o montante que a concessionária de rodovias lucrou em 2017, um salto de 48,4% frente ao ano anterior

MULTIPLAN
R$ 135 milhões – É o lucro da administradora de shoppings no quarto trimestre do ano passado, alta de 58,6% ante o mesmo período de 2016

SENIOR SOLUTION
R$ 7,4 milhões – Foi o lucro da empresa de tecnologia em 2017, queda de 9,8% em relação a 2016