Dinheiro em Ação

Vale de olho nos ativos da Cemig

Vale de olho nos ativos da Cemig

Papéis avulsos

A Vale, presidida por Fabio Schvartsman, estuda a participação no leilão de concessão das hidrelétricas que pertenciam à Cemig. As usinas de Jaguara, Miranda e São Simão interessam à mineradora, que afirma ter como pilar estratégico reduzir seus custos e alcançar a autossuficiência energética. Há, ainda, a usina de Volta Grande entre os ativos da concessionária. A Vale é sócia da própria Cemig na Aliança Geração de Energia, que atualmente possui 1,15 mil megawatts de potência instalada. A mineradora cogita antecipar a reunião de seu conselho de administração para ter o consenso dos acionistas e participar do certame, que acontece no próximo dia 28 de setembro. Para a Cemig, uma parceria com a Vale evitaria o leilão das três usinas. Mas a União pensa diferente. O governo exige um bônus de R$ 11 bilhões pelas quatro hidrelétricas. O montante vai contribuir para a meta fiscal.

 

Aviação

Acionistas da Azul vendem participação

A Azul informou, na terça-feira 12, que fará uma oferta subsequente de ações, que deve movimentar, aproximadamente R$ 1,1 bilhão. Os acionistas estratégicos HNA Group e United Airlines não estão entre os vendedores, mas o fundador David Neeleman colocou parte de seus papéis à venda. A participação dele na Saleb II Founder 1 faz parte dessa operação como acordo do divórcio com Vicki Labrum.

 

Sustentabilidade

B3 passa a fazer parte de índice global

A B3 entrou para um seleto grupo de bolsas de valores em todo o mundo que é referência para fundos de investimento sustentáveis: o índice FTSE4Good Emerging Latin America Index, da Bolsa de Londres. O indicador é utilizado por investidores globais para identificar companhias que possuem práticas ambientais, sociais e de governança corporativa. Os critérios para a entrada das companhias no FTSE4Good são baseados em dados públicos, para aumentar a credibilidade e a transparência do processo. Além disso, mais de 300 indicadores em 14 temas formam os três pilares (social, ambiental e de governança). No ano, a ação da B3 está em alta de 39,6%.

 

Touro x Urso

O mercado está totalmente voltado para o touro. O Ibovespa engata uma sequência positiva há sete semanas consecutivas Até o momento, não há instabilidade política que faça o urso acordar e mudar esse cenário de alta. Mas, é sempre bom lembrar que uma forte patada pode acontecer a qualquer momento e jogar a bolsa para baixo.

 

Destaque no pregão

Ser Educacional vende para crescer

A Ser Educacional, um dos maiores grupos de ensino superior do País, com forte presença nas regiões norte e nordeste, comunicou que deu início a uma negociação, com exclusividade, para adquirir uma instituição de ensino. Embora o nome não tenha sido revelado, especula-se que se trata da Uniasselvi. A rede de ensino a distância era um ativo da Kroton e da Anhanguera, que foi colocado à venda em 2014, quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que a instituição fosse negociada para aprovar a fusão. Os fundos de private equity Carlyle e Vinci adquiriram a Uniasselvi por R$ 1,1 bilhão, em 2015. A Ser tinha interesse na rede de ensino desde o princípio, mas se recusava a pagar os múltiplos pedidos. Agora, o grupo criado por José Janguiê Diniz vai realizar um aumento de capital no valor de R$ 400 milhões e realizar uma emissão de debêntures no valor de R$ 200 milhões. Todo o recurso dessas operações será utilizado para o projeto de aquisições. O fundador, que detém o controle da Ser, também comunicou que vai vender 11% de sua participação. Com a venda de seus papéis e a diluição após o aumento de capital, sua participação será reduzida para 53%.

Palavra do analista
Segundo a Magliano Corretora, a venda das ações de Janguiê Diniz será feita na bolsa e ocorrerá durante o prazo para que os acionistas minoritários exerçam o direito de preferência no aumento de capital, que terá o Credit Suisse como investidor financeiro.

 

Quem vem lá

Decolar pronta para a NYSE…

A Decolar.com, maior operadora de viagens da América Latina, está pronta para o lançamento inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa de valores de Nova York, aNYSE. A oferta da empresa, que é líder em vendas no Brasil, deve movimentar US$ 382 milhões. A Decolar.com informa em seu prospecto que o lucro líquido no ano passado foi de US$ 17,8 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 85,5 milhões que registrou em 2015.

…e a Tivit, para a B3

A Tivit, empresa de serviços de tecnologia, pode alcançar R$ 1,5 bilhão com sua oferta de ações na B3. Com isso, a empresa deve ter valor de mercado de R$ 4,8 bilhões. Os recursos do IPO serão integralmente da Apax, o fundo de private equity que detém 92,6% do capital e está reduzindo sua participação no negócio.

 

 

Mercado em números

BANCO DO BRASIL
R$ 44,9 bilhões – era a carteira externa de crédito da instituição no primeiro semestre deste ano, uma queda de 12,4% sobre o mesmo período de 2015. Presente em 23 países, o BB está reduzindo sua presença no mercado internacional e encerrando seu atendimento a clientes de varejo

SUZANO
R$ 540 milhões – é a estimativa do investimento que a empresa de papel e celulose fez para entrar no mercado de bobinas de papéis para fins sanitários. O projeto tem capacidade total de produção de 120 mil toneladas anuais

BR MALLS
R$ 400 milhões – é a emissão em certificados de recebíveis imobiliários que a empresa de shopping centers prepara para reforçar o seu caixa. O grupo, é sócio de 44 shoppings

CPFL Piratininga
R$ 16,7 milhões – foi o investimento da distribuidora, que atende 1,7 milhão de consumidores em 27 municípios do interior e litoral paulista, no sistema elétrico da região de Sorocaba no primeiro semestre de 2017

B3
1,7 milhão – foi o recorde de negociação de minicontrato futuro do índice Bovespa, no pregão de 12 de setembro. A marca de 1,711 milhão superou a de 1,645 milhão registrada em 5 de setembro