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Vacina em São Paulo terá início em 25 de janeiro, diz Doria

Crédito: Governo do Estado de São Paulo

São Paulo será o primeiro estado a ter uma vacina contra a covid-19 no Brasil (Crédito: Governo do Estado de São Paulo)

O governador João Doria anunciou nesta segunda-feira (7) o plano de imunização contra a covid-19 no estado de São Paulo. Pelo calendário divulgado, a aplicação da vacina terá início no dia 25 de janeiro e a primeira fase vai atender pessoas do grupo de risco, trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas.

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Ao todo serão mais de 18 milhões de doses da vacina, com 54 mil profissionais de saúde envolvidos no plano de imunização. Segundo o governo paulista, os estudos da fase 1 e 2 nos mais de 50 mil voluntários que receberam as doses da Coronavac, 94,7% não tiveram nenhum evento adverso e em 99,7% dos casos onde houveram complicações, todos foram de baixa gravidade, como dor no local de aplicação da vacina e dor de cabeça.

Nesta primeira fase, 9 milhões de pessoas receberão as primeiras doses da vacina feita pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.



A escolha desses grupos para a primeira fase de vacinação foi feita com base nos índices de óbitos pela covid-19 no estado. De acordo com os dados do governo, 77% dos óbitos registrados vieram do grupo de risco, profissionais de saúde, indígenas e quilombolas.

Cronograma de vacinação

A primeira fase terá início no dia 25 de janeiro e será finalizada em 28 de março, com as pessoas recebendo duas doses em um intervalo de 21 dias. O cronograma com as escalas será o seguinte.

– Trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas: 1ª dose no dia 25 de janeiro e 2ª dose em 15 de fevereiro.

– 70 a 74 anos: 1ª dose em 8 de fevereiro e 2ª dose em 1 de março;

– 65 a 69 anos: 1ª dose em 22 de fevereiro e 2ª dose em 15 de março;

– 60 a 64 anos: 1ª dose em 1 de março e 2ª dose em 22 de março.

O calendário de vacinações seguirá um intervalo de 21 dias entre uma dose e outra
O calendário de vacinações seguirá um intervalo de 21 dias entre uma dose e outra (Crédito:Governo do Estado de São Paulo)

As doses serão aplicados nos 5.200 postos de vacinação já existentes nos 645 municípios de São Paulo e o governo vai ampliar a capacidade para 10 mil pontos. Isso será possível com o uso de escolas, quartéis da Polícia Militar, estações de trem e terminais de ônibus, farmácias, além de um sistema de drive-thru que será divulgado nos próximos dias.

As doses serão aplicadas de segunda a sexta, das 7h às 22h e aos sábados, domingos e feriados das 7h às 17h.

Conflito de agendas com as vacinas do governo federal

Na semana passada o governo federal anunciou que a vacinação em todo o País deve ser iniciada em março, período que garante uma liberação dos imunizantes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Questionado se o cronograma federal conflitaria com o paulista, Doria garantiu que não vai esperar a liberação da Anvisa para iniciar as aplicações em SP.

“A vacina começa em 25 de janeiro. Não vamos perder mais vidas se podemos salvar vidas. Não há razão para isso. Não há razão de saúde, de ciência e não há razão humanitária para perdermos mais vidas e iniciarmos imediatamente a vacinação”, disse o governador.

Além disso, o governo também não vai impedir o chamado “turismo de vacina”, já que vai receber todos os brasileiros que estiverem de passagem em São Paulo e queiram receber uma dose da coronavac. Doria comentou que a vacina é para a população brasileira, não apenas os residentes em São Paulo.

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