Agronegócio

USDA revisa produção de café da Colômbia em 2021/22 para 13,8 milhões de sacas

São Paulo, 22 – A safra de café 2021/22 da Colômbia, segundo maior produtor mundial do tipo arábica, foi revisada de 14,1 milhões de sacas para 13,8 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda 2,1%, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).



De acordo com relatório do USDA, citando o Instituto Colombiano de Meteorologia (Ideam), existe quase 90% de chance de que o fenômeno climático La Niña se desenvolva durante o último trimestre de 2021 e no início de 2022 na Colômbia. Isso representaria aumento das chuvas nas principais regiões produtoras de café, prejudicando o período de floração e, portanto, a colheita do grão na segunda metade do ano de 2022.

Além disso, as condições úmidas são propícias à propagação da ferrugem do café, embora o significativo programa de replantio de variedades resistentes ao mal possam mitigar essa ameaça, pondera o USDA. A Federação dos Produtores de Café (Fedecafe) indica que 84,1% da área de café no país é plantada com variedades resistentes à ferrugem.

Conforme o USDA, as exportações revisadas de café pela Colômbia em 2021/22 permanecem inalteradas em 13,5 milhões de sacas. As importações revisadas de café devem aumentar de 1,4 milhão de sacas para 1,7 milhão de sacas, “para atender a crescente demanda, como resultado da recuperação econômica do país”, diz o departamento.

O USDA também fez revisões para o período 2020/21. A estimativa de produção de café colombiano diminuiu de 14,3 milhões para 13,4 milhões de sacas, “principalmente por causa da interrupção do fornecimento na cadeia produtiva e dos rendimentos mais baixos dos cafezais provocados pela condições climáticas adversas”.

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As exportações de café da Colômbia em 2020/21 foram revisadas de 13,8 milhões de sacas para 13 milhões de sacas, como consequência de bloqueios de estradas e protestos contra o governo durante 45 dias, entre maio e junho de 2021.