Edição nº 1125 14.06 Ver ediçõs anteriores

Um vinho brasileiro natural em Nova York

Luiz Henrique Zanini apresenta o seu vinho “laranja” Era dos Ventos Peverella

Um vinho brasileiro natural em Nova York

Luís Henrique Zanini em sua vinícola

Nesta terça-feira, o brasileiro Luís Henrique Zanini apresenta o seu vinho Era dos Ventos Peverella em Nova York. O produtor é um dos oito enólogos sul-americanos (e único brasileiro) a participar do seminário que antecede o lançamento do guia de vinhos Descorchados nos Estados Unidos. O tema da apresentação são os vinhos naturais da América do Sul, em uma conversa coordenada por Alice Feiring, uma das referências no mundo dos vinhos naturais, e por Patricio Tapia, o autor do guia.

Zanini comemora o convite para mostrar o seu vinho laranja, q teve a primeira safra em 2008, quando os vinhos naturais, laranja e biodinâmicos ainda eram um assunto pouco conhecido. O Peverella nasceu da ideia de Zanini e seus sócios no projeto Era dos Ventos de elaborar vinhos antagônicos aos elaborados na época no Brasil. “ Mas eu me apaixonei pela filosofia de vinhos menos intervencionista”, conta o produtor.

A ideia de ter um vinho natural e de fermentar uma uva branca, como a Peverella, junto com as cascas, ganhou força em 2007. Naquele ano, Zanini trabalhou com a família Montille, na Borgonha. “ Achei maravilhosos os vinhos artesanais elaborados por lá”, afirma. A primeira safra, com apenas 300 garrafas, foi a de 2008.

Garrafa de Peverella 2015

Zanini lembra que, na época, seu peverella nasceu de forma natural. “Nem conhecia o nome de Gravner.” Josko Gravner é uma das referências mundiais em vinhos elaborados de forma natural e dos brancos “laranja” ( ao ser fermentado junto com as cascas da uva, o vinho adquire uma coloração mais âmbar).

Atualmente, a Era dos Ventos tem 1,2 hectare de peverella, plantado há 8 anos, e também conta com uvas de produtores parceiros, com algumas videiras de até 70 anos.

Além do Era dos Ventos Peverella, serão degustados no seminário os seguintes vinhos sul-americanos: Roberto Henriquez Santa Cruz de Coya; Macatho Segundo Flores Negra Corriente; Herrara Alvarado Oro Negro; Chekura Moscatel Mingaco; Cara Sur Criolla La Totora; De Martino Viejas Tinajas Cinsault e Zuccardi Poligonos San Pablo Malbec.


Mais posts

Por que o vinho entrou na pauta econômica?

Além das discussões sobre a substituição tributária, a bebida é tema do acordo bilateral entre Mercosul e União Europeia

Uma semana para provar vinhos

A Pró-Vinho promove a primeira edição da Semana do Vinho, quando haverá diversas promoções da bebida em todo o Brasil

A importância crescente do enoturismo

A francesa Alice Tourbier, do Les Sources de Caudalie, é o principal destaque do Invino Wine Travel Summit, que acontece nesta [...]

Brasil e Chile fazem acordo de equivalência para produtos orgânicos

Os dois países vão reconhecer a certificação válida no país de origem

Por que a Salton é a marca número 1 de vinho do Brasil?

Pesquisa da inglesa Wine Intelligence aponta que a vinícola é a marca de vinhos mais forte no País
Ver mais