Estilo

Um tour pela história do uísque

Recém-inaugurado em Edimburgo, o espaço Johnnie Walker Princes Street quer fomentar o turismo e mostrar a versatilidade da bebida escocesa.

Crédito: Divulgação

EXPERIÊNCIA O antigo prédio que abrigava uma loja de departamentos tem agora atrações que mesclam tradição e tecnologia para falar de scotch. (Crédito: Divulgação)

No centro de Edimburgo, capital da Escócia, a Princes Street é sua principal arté de comércio. Agora, abriga também um pedaço da história do scotch whisky. A Diageo inaugurou nesta semana a Johnnie Walker Princes Street, em um prédio especialmente reformado para oferecer uma experiência turística sobre a bebida e a bicentenária marca.

A inauguração estava prevista para 2020, justamente para a celebração de 200 anos, mas a pandemia adiou os planos. Agora, as portas estão abertas — e há muito o que explorar. São mais de 6 mil m2 em oito andares de atrações, que incluem uma adega repleta de preciosidades e uma loja em que é possível encher garrafas direto de barris. Há também dois bares na cobertura, um especializado em coquetéis e outro com mais de 150 rótulos, entre opções Johnnie Walker e bebidas de outras destilarias da Diageo, como Lagavulin e Talisker. A tecnologia também tem um papel importante. A Jornada do Sabor, por exemplo, consegue mapear as preferências dos clientes e sugerir bebidas adaptadas a cada paladar. Uma viagem pela personalização.

O espaço inaugurado no prédio histórico é a peça principal de um investimento de 185 milhões de libras que a Diageo vem fazendo no turismo de uísque na Escócia. Parte dos recursos também foi aplicada no projeto Quatro Cantos da Escócia, que promove experiências em destilarias espalhadas pelo país: Caol Ila, Cardhu, Clynelish e Glenkinchie. A bebida produzida em cada uma tem características próprias. Cardhu, na região norte, produz um uísque adocicado e frutado que é parte importante dos blends da marca. Já Islay, onde fica a Caol Ila, é conhecida pelos maltes turfados, com sabor defumado.

Divulgação

Para quem ainda não pode viajar à Escócia, a marca prepara atrações remotas, como encontros on-line com master blenders. “A experiência física só acontece em Edimburgo, o berço do scotch, mas podemos transcender e escalar esse gostinho para milhões no virtual”, disse Juliana Ballarin, head de Marketing do portfólio de scotch uísque na Diageo para Brasil, Paraguai e Uruguai.

TURISMO EDUCATIVO O principal objetivo da iniciativa, além de fomentar o turismo no país, é aproximar o consumidor do scotch e mostrar sua versatilidade. “Queremos transformar a percepção de que só há um tipo de uísque”, disse Juliana. E isso se dará por meio da educação, mostrando o processo produtivo e as características de cada rótulo ou blend. A inspiração veio do mundo do vinho. “As pessoas passaram a visitar vinícolas e sabem como harmonizar um tinto ou um branco. É essa jornada que queremos fazer com a nossa categoria”, afirmou Juliana.