Um ícone em safra lendária

Um ícone em safra lendária

O enólogo Adriano Miolo: "2018 é, com certeza, a melhor safra da nossa história" (crédito: divulgação/Miolo)

Poderia ser o título de um filme de caubói:  The 2018’s Seven Legendaries of Miolo. Trata-se, na verdade, do epíteto criado pela vinícola para diferenciar sete rótulos de seu portfólio. Na safra 2018, todos eles encontraram as condições ideais para superar as anteriores – daí o termo “lendários”.

Um a um, esses vinhos de exceção têm sido apresentados ao mercado. Primeiro foi o Merlot Terroir do Vale dos Vinhedos; depois, o Testardi Syrah do Vale do São Francisco; em seguida, o Quinta do Seival Cabernet Sauvignon da Campanha Meridional; o Lote 43 e o Quinta do Seival Castas Portuguesas. Agora é a vez do ícone Sesmarias, com a tiragem reduzidíssima de 6.930 garrafas.

Primeiro tinto elaborado no Brasil com fermentação integral em barricas de carvalho, o Sesmarias é uma verdadeira aula de como se pode aprimorar as técnicas de produção, desde o cuidado com os vinhedos até os últimos detalhes da vinificação.

SEIS CASTAS – O Sesmarias foi concebido para elevar o gabarito dos vinhos brasileiros a um novo patamar, apto a disputar o mercado internacional. A mesmo tempo, ele expressa o máximo do potencial das características do terroir da Campanha Meridional. E é por isso mesmo que esse ícone nasce a partir de uma cuidadosa seleção de cachos. São seis variedades: Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Tannat, Tempranillo e Touriga Nacional. E apenas os frutos perfeitos são colhidos. Ele combina as castas.

As uvas são desengaçadas sem esmagamento e o corte dos seis vinhos estagia por mais de dezoito meses em barrica nova de carvalho francês. “Aprendemos com a natureza e junto com ela aplicamos o que melhor sabemos fazer”, afima o enólogo Adriano Miolo, diretor superintendente da vinícola. A safra 2018 é apenas a terceira do Sesmarias (as outras foram 2008 e 2011), rótulo comercializado para o consumidor final pelo sistema “vente en premier“, como fazem os châteaux franceses.

Com metade da produção em estoque, a venda acaba de ser  aberta aos mercados nacional e internacional. Descrito pelo produtor como um vinho de “fragrância arrebatadora”, é altamente estruturado, com grande volume em boca, com taninos sedosos e retrogosto persistente. A sugestão é harmonizá-lo com carnes nobres e de caça. Mas é certo que os fãs da cozinha contemporânea, inclusive veganos, irão apreciá-lo. Basta ser criativo na receita.

Depois do Sesmarias, a Miolo encerrará a linha dos “lendários” com o Vinhas Velhas Tannat, da Campanha Central.

 

Sesmarias, o rótulo superpremium da Miolo: apenas 6.930 garrafas, 50% já vendidas (Crédito:reprodução)

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Sobre o autor

Celso Masson, 53, é jornalista, diretor de núcleo da Editora Três, winemaker e palestrante de vinhos. Nos últimos dez anos, vem estudando e acompanhando a produção, os negócios e os prazeres do mundo da enologia. Se formou winemaker após integrar um exigente programa oferecido pela Escola do Vinho Miolo. Já tem três rótulos produzidos em parceria com a inovadora vinícola brasileira.


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