Estilo

Um champagne ou 18 espumantes?

De um lado, a tradição francesa. Do outro, um Brasil que demonstra talento para produzir bebidas festivas de ótimo custo-benefício. Quem erguerá a taça?

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Perrier-Jouët Belle Epoque Brut 2012. Gift-box com duas taças e embalagem ecológica à venda no Brasil por R$ 1.334,90 (Crédito: Divulgação)

Na história das Copas, o Brasil é freguês da França. Em cinco confrontos desde 1930, foram três derrotas, incluindo a final de 1998. Se nos falta bola para vencer os franceses até no esporte em que somos os únicos pentacampeões, o que dizer da disputa no campo que eles dominam? É o caso das borbulhas. Embora os espumantes brasileiros estejam ganhando prestígio, competir com a bebida engarrafada na região de Champagne pode ser um tanto injusto. A escolha entre um legítimo francês e um nacional, porém, tem nuances que vão muito além do preço. E o placar pode surpreender.

Tomemos o Belle Epoque Brut 2012, da Perrier-Jouët. A elegância transborda desde a garrafa, com as inconfundíveis anêmonas criadas pelo artista Emile Gallé em 1902. Para valorizar ainda mais o vínculo da bebida com a art nouveau e com a natureza, a maison criou uma caixa de presente ecológica, produzida em fibra 100% natural proveniente de florestas certificadas da Europa. Ela traz a garrafa e duas taças de cristal em forma de tulipa, também com as anêmonas. Preço sugerido no Brasil: R$ 1.334,90.

Longe de ter a mesma ambição, o recém-lançado Miolo Cuvée Nature (R$ 50) quer agradar consumidores experientes e também iniciantes. A bebida evoluiu por 18 meses na garrafa em contato com as leveduras. Nature indica que ela não recebeu licor de expedição. Isso significa que há no máximo 3 gramas de açúcar por litro (um brut pode ter até 12 gramas; um demi-sec, até 50). Elaborado com as uvas pinot noir (60%) e chardonnay (40%), traz a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos e o selo The Vegan Society (100% vegano).

Da Casa Perini, de Farroupilha (RS), que ganhou fama quando um de seus moscatéis foi eleito o quinto melhor vinho do mundo, a novidade é um espumante 100% chardonnay. O Black Edition Extra Brut (5 gramas de açúcar), foi produzido pelo método charmat longo, em que a espuma é criada pela fermentação em autoclaves por seis meses. Cremoso e refrescante, custa R$ 80.

PREMIADO Fechando a seleção nacional, entra em campo o Aurora Pinto Bandeira Extra Brut, com Indicação de Procedência do melhor terroir para espumantes do País. Feito com as uvas chardonnay (60%), pinot noir (30%) e riesling itálico (10%), permaneceu 24 meses em autólise. Com aromas de damascos e amêndoas tostadas, mostra ótima evolução em boca. Premiado em 2020 pela Decanter World Wine Awards e Brazil Wine Challenge, custa R$ 90. Ou seja: pelo preço de uma garrafa de Belle Epoque 2012 dá para comprar meia-dúzia de cada espumante brasleiro. Mas sem levar as taças.

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