Um aterro chamado terra

A produção de lixo no mundo cresce de maneira alarmante. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o volume deve passar de 1,3 bilhão de toneladas em 2015 para 2,2 bilhões de toneladas até 2025. Grande parte dos resíduos gerados é fruto de um modelo de consumo baseado em extrair, produzir e descartar. Estimulado por empresas para reduzir custos, ele é aceito por comodidade pela população. E sobra para o planeta. O lixo seria menor com a adoção da economia circular, algo ainda bem distante da realidade. Segundo pesquisa da Allonda, somente 40% das empresas no Brasil têm meta de Aterro Zero, e quase a metade ainda não tem qualquer plano de implementação de um programa nessa linha. Muito mais do que ser uma questão puramente ambiental — o que já seria motivo suficiente para uma mudança cultural — trata-se de economia na ponta do lápis. As empresas sabem disso. Pelo mesmo estudo, 56% das companhias ouvidas consideram o desperdício a principal perda econômica no processo produtivo. O discurso, no entanto, não bate com a prática: recente relatório sobre economia circular publicado pela Circle Economy (grupo apoiado pela ONU) indica que apenas 9% da economia global é circular. Ou seja, menos de 10% das 92,8 bilhões de toneladas dos materiais usados em processos produtivos são reutilizadas. Caso as estatísticas de boa-vontade virassem decisões estratégicas concretas, a transição para a economia circular poderia movimentar até US$ 4,5 trilhões até 2030, segundo levantamento da Accenture.

Evandro Rodrigues
Evandro Rodrigues

(Nota publicada na edição 1185 da Revista Dinheiro)

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