Um ar que custa R$ 22 bilhões

Um ar que custa R$ 22 bilhões

A má qualidade do ar causa, aproximadamente, 11 mil mortes por ano no Estado de São Paulo . O número é duas vezes maior do que as mortes causadas por acidentes de trânsito e cinco vezes mais do que as provocadas em decorrência do câncer de mama. Até 2025, a poluição será responsável por mais 51.367 mortes na Região Metropolitana paulista, estima um estudo realizado em conjunto pela Escola Paulista de Medicina e pelo Instituto de Saúde e Sustentabilidade, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

A fumaça dos escapamentos de carros, ônibus e caminhões vai aumentar a incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão. A consequência disso será um custo de R$ 58,7 milhões em internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de uma perda de produtividade estimada em R$ 22,3 bilhões, até 2025. Diante desse quadro preocupante, a Associação Paulista de Medicina lançou o manifesto “Um minuto de ar limpo”, com o objetivo de incentivar a criação de políticas públicas para a melhoria da qualidade do ar tanto em São Paulo como nas demais cidades brasileiras.

(Nota publicada na Edição 1094 da Revista Dinheiro)