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Um ano do primeiro caso de covid-19: veja a evolução da doença

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

De lá para cá, 1,4 milhão de pessoas morreram em todo o mundo e 63,5 milhões foram infectadas; cidades adotam isolamento social para frear contaminação (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Há um ano o mundo registrava o primeiro caso de covid-19 em Wuhan, epicentro da doença na China. De lá para cá, 1,4 milhão de pessoas morreram em todo o mundo e 63,5 milhões foram infectadas. Os Estados Unidos lideram o ranking em número de mortos e infectados, com 268 mil e 13,6 milhões, respectivamente. Na sequência aparece o Brasil, com 173 mil mortes 6,3 milhões de infectados.

O primeiro caso nos Estados Unidos foi identificado oficialmente no dia 21 de janeiro de 2020 e no Brasil, a primeira morte ocorreu no dia 17 de março. Uma aposentada de 62 anos, com histórico de diabetes. O primeiro caso por aqui coincide com o fim do Carnaval, que reuniu milhares de pessoas em diversas cidades brasileiras.

São Paulo é a cidade com maior número de infectados e mortos no País, mas outras regiões também sentiram o impacto da doença. Em Manaus, a falta de leitos atingiu em cheio o sistema público e privado de saúde, por exemplo.

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Na Itália, o epicentro da doença foi na cidade de Bergamo, de onde uma cena chocou o mundo: a saída de comboio do Exército com centenas de caixões sendo levados para cremação. A doença se intensificou na cidade no fim de fevereiro. Antes, no entanto, houve um jogo de futebol, que reuniu milhares de pessoas.

O fato é que governos de todo o mundo resistiram em fechar suas fronteiras em um primeiro momento, mas a medida se tornou inevitável e o que se viu nos meses seguintes foram ruas desertas, comércio fechado, aviões em solo e hospitais lotados. Também se descobriu que o uso de máscara, a higienização frequente das mãos e evitar aglomerações também contribuem para não espalhar a doença.

No Brasil, não houve um isolamento social imposto pelo governo federal, mas Estados e municípios assumiram o controle da situação para restringir a circulação de pessoas e, consequentemente, do vírus.

Começou, então, uma corrida contra o tempo para tentar descobrir a cura desta doença e um ano depois do primeiro caso, as vacinas ainda seguem em fase de teste. Vale destacar que, apesar de ainda não existir um imunizante contra a covid-19, cientistas bateram todos os recordes ao conseguirem em tempo tão curto desenvolver vacinas, que podem ser eficientes contra a doença.

A Pfizer, por exemplo, já pediu a autorização emergencial para o seu imunizante nos Estados Unidos e Europa. Por aqui, a aposta está sendo na chinesa Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e que aguarda autorização da Anvisa para iniciar a vacinação.

Enquanto aguardam a vacina, vários países estão sofrendo com a segunda onda da doença. Europa e Estados Unidos são os mais afetados. Lockdown, restrição de circulação e isolamento social voltaram  a ser as estratégias usadas para tentar driblar o vírus.

Alguns especialistas consideram que o Brasil ainda não vive uma segunda onda, mas o aumento de casos nas últimas semanas fez o governador de São Paulo, João Dória, recuar para a fase amarela e endurecer as regras dos comércios e serviços, que terão que reduzir capacidade de atendimento e limita o número de horas de abertura.

Veja a seguir uma linha do tempo da doença preparada pelo site Aventuras na História.

Dezembro/2019

A OMS (Organização Mundial de Saúde) emite o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro, depois que autoridades da China notificaram casos de uma doença pneumática misteriosa na cidade de Wuhan.

Janeiro

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças considera que um grande mercado de frutos do mar, em Wuhan, tenha sido a origem das infecções. Partindo desse ponto, o comércio foi fechado para limpeza e desinfecção.

No mesmo mês, um chinês de 61 anos foi a primeira vítima fatal do novo coronavírus. O paciente estava internado com dificuldades respiratórias e pneumonia grave, o que resultou em uma parada cardíaca. Dias depois, foram detectados os primeiros casos de uma infecção fora da China. O primeiro foi na Tailândia e atingiu uma mulher que tinha voltado de Wuhan.  Japão, Coreia do Sul e Taiwan também apresentaram registros. A doença começa a se espalhar e a OMS decreta estado de emergência de saúde pública internacional.

No dia 15 de janeiro, um viajante infectado chega em Seattle, nos Estados Unidos. Após a confirmação de seu diagnóstico, o governo norte-americano anunciou procedimentos para a detecção do vírus em três importantes aeroportos do país. Cientistas descobrem que o vírus é transmitido através das vias respiratória.

Fevereiro

Segundo documento divulgado pelo Partido Comunista da China, o presidente da China, Xi Jinping, sabia das infecções por coronavírus duas semanas antes das autoridades reconhecerem o surto. O primeiro pronunciamento público de Xi sobre a crise ocorreu em 20 de janeiro. A Itália anuncia um caso de pessoa infectada na região de Lombardia, no norte do país. Se iniciava ali uma das piores crises da doença na Europa. Já no dia 26, o primeiro caso de coronavírus é registrado no Brasil.

Março

A OMS  declara estado de pandemia. No mesmo período, Jair Bolsonaro se torna o único presidente da América do Sul a não participar de reunião do Prosul para debater medidas para conter o avanço da doença. Já o presidente norte-americano Donald Trump usa a terminologia “vírus chinês” para definir o vírus. No dia 17, o governo de São Paulo anuncia a primeira morte pela doença.

Abril

Os Estados Unidos anunciam que uma criança de seis semanas é a vítima mais jovem do coronavírus no país. Já nas Filipinas, o presidente do país autoriza a execução de pessoas que não respeitarem o isolamento. Em São Paulo, diversas covas são abertas em cemitérios, entre eles, o da Vila Formosa, o maior da América Latina. Nova York, por sua vez, anuncia crise de respiradores, que chega próximo a ocupação máxima dos leitos. Já o Reino Unido confirma que Boris Jonhson testou positivo para a doença.

Maio

O mês começa com Donald Trump fazendo fortes acusações contra a China. Na América do Sul, Nicolás Maduro se une a Bolsonaro e defende o uso da cloroquina, medicamento sem comprovação científica para o combate do novo coronavírus. Já a África tem aumento de 30% de casos em apenas uma semana.

Junho e julho

Trump diz que os Estados Unidos já teriam 2 milhões de mortes se seguissem o exemplo de Brasil e Suécia. Já a União Europeia afirma que a China está por trás de uma onda de desinformação sobre o vírus.  Dia 7 de julho, Bolsonaro confirma que está infectado. Já Putin afirma que o país produzirá vacinas em massa ainda neste ano. E Trump se diz contra o uso obrigatório de máscaras.

Agosto e setembro

Um estudo revela que o coronavírus pode estar presente em morcegos há cerca de 60 anos. A pesquisa também diz que a linhagem do vírus já circula entre animais em um período muito maior do que pensávamos anteriormente. Estados Unidos emitem alertas para que as pessoas evitem viajar para o Brasil. Em São Paulo, João Dória é outro político brasileiro que diz estar infectado com a covid-19. Em 29 de setembro, o novo coronavírus já causou mais de 1 milhão de mortes em todo mundo, segundo dados da Universidade Jonhs Hopkins.

Outubro e novembro

No dia 2 de outubro, Trump e sua esposa anunciam que testaram positivo para o novo coronavírus. A China anuncia, em 7 de outubro, que já está há 52 dias sem novos casos registrados. O livramento do vírus também é anunciado pela Coreia do Norte.

o Instituto Butantã informou que a vacina feita pela China apresentou “o melhor perfil de segurança”. No começo de novembro, diversos países europeus anunciaram que sacrificariam visons para controlar possíveis mutações do coronavírus. Na Rússia, Putin afirma que há três vacinas contra o novo coronavírus em desenvolvimento. Já São Paulo recebe 120 mil doses da coronavac.

Dia 30 de novembro, Doria a anunciou que várias regiões do Estado voltariam para a fase amarela a partir do dia 2 de dezembro.

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