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Último episódio de GOT não é exibido na China e fãs culpam guerra comercial

A Tencent, empresa cuja plataforma de vídeo detém os direitos de transmissão de Game of Thrones no país asiático, anunciou o cancelamento “devido a um problema de transmissão de mídia”

Último episódio de GOT não é exibido na China e fãs culpam guerra comercial

Para maior desespero dos fãs de GOT, o comunicado não informou quando, ou se, a transmissão será retomada, sem prestar maiores informações sobre a situação

As análises, frustrações e elogios ao último episódio de Game of Thrones dominam a internet nesta segunda-feira (20). Menos na China. E há quem acuse a guerra comercial com os Estados Unidos como responsável por deixar os asiáticos perdidos na disputa pelo trono de ferro.

A Tencent, gigante da internet chinesa cuja plataforma de vídeo detém os direitos de transmissão da série da HBO no país, chocou os telespectadores na manhã de segunda-feira (20), quando anunciou um atraso na exibição do último capítulo “devido a um problema de transmissão de mídia”, publicou a CNN. Para maior desespero dos fãs de GOT, o comunicado não informou quando, ou se, a transmissão será retomada, sem prestar maiores informações sobre a situação ou o que de fato ocorreu.

Do outro lado, a HBO afirmou que não houve nenhum problema na entrega do conteúdo ao site chinês, e acrescentou que todos os esclarecimentos devem ser cobrados da Tencent.

A confusão foi o suficiente para fazer surgir diversas teorias da conspiração no Weibo, uma espécie de Twitter genérico autorizado pela censura chinesa. Desde o anúncio dos problemas técnicos da Tencent, diversos usuários se manifestaram culpando a recente escalada nas tensões entre as duas potências econômicas pela frustração de não conseguir acompanhar o último episódio da saga de GOT.

Apesar do elevado tom de paranoia, pode haver um fundo de verdade na relação entre os dois países com a suspensão da série. Além das medidas econômicas de US$ 60 bilhões contra produtos importados dos norte-americanas, Pequim também iniciou uma série de propaganda anti-EUA na sua mídia estatal.

Na última semana, o jornal Peoples Daily, controlado pelo partido comunista, pediu uma “guerra popular” contra os EUA. Para analistas, a mensagem deixa claro que as tensões podem se alastrar para outros campos fora o comercial – inclusive para o entretenimento.