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Uefa convoca reunião de crise após criação de liga europeia dissidente

Uefa convoca reunião de crise após criação de liga europeia dissidente

Logo da Uefa em Nyon, na Suíça

Por Simon Evans

MANCHESTER, Inglaterra (Reuters) – A Uefa, entidade que governa o futebol europeu, realizará uma reunião de crise nesta segunda-feira, horas depois de 12 clubes do continente chocarem o mundo do futebol anunciando a formação de uma competição dissidente que batizaram de Super Liga.

Também nesta segunda-feira, o banco de investimento JP Morgan confirmou à Reuters que está financiando a nova liga, que inclui times como Real Madrid e Manchester United e pretende rivalizar com a tradicional Liga dos Campeões da Uefa.

O rompimento foi muito criticado pelas autoridades do futebol, por torcidas organizadas e por políticos de toda a Europa.

Uma batalha acirrada pelo controle do esporte e sua renda lucrativa começou com uma carta enviada pelos 12 clubes à Uefa nesta segunda-feira na qual disseram que adotarão medidas legais em tribunais não identificados para protegerem seus interesses à medida que organizam a liga.

A Reuters viu a carta, que diz ser uma resposta ao comunicado de domingo no qual a Uefa disse que “analisará todas as medidas disponíveis a nós, em todos os níveis, tanto judiciais quanto esportivos, de forma a impedir que isto aconteça”.

A Uefa ainda disse que os times envolvidos “serão proibidos de jogar em qualquer outra competição em nível doméstico, europeu ou mundial, e seus jogadores podem ser privados da oportunidade de representar suas seleções”.

A carta da Super Liga diz que estas declarações “nos induzem a adotar medidas de proteção para nos poupar de uma reação tão adversa, que não somente ameaçaria o compromisso de financiamento do fundo (do JP Morgan), mas seria ilegal, o que é significativo”.

“Por esta razão, a SLCo (Companhia Super Liga) apresentou uma moção aos tribunais relevantes para garantir o estabelecimento e a operação da competição sem sobressaltos de acordo com as leis aplicáveis.”

No passado, ameaças de ruptura levaram a concessões entre a Uefa e os grandes times da Liga dos Campeões, a competição de clubes de elite da Europa, quanto ao formato e à distribuição da renda.

Mas esta é a primeira vez que os times mais ricos vão além das ameaças e dão um passo adiante criando uma nova liga de sua propriedade e anunciando planos concretos para organizar uma competição rival.

Ainda na liga inglesa, Liverpool, Arsenal, Manchester City, Chelsea e Tottenham Hotspur endossaram os planos. Entre os espanhóis, Barcelona e Atlético de Madri engrossaram as fileiras, e Milan, Inter de Milão e Juventus compõem o trio de times italianos interessados.

O Paris St Germain e o atual campeão europeu Bayern de Munique não aderiram.

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