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UE discute como reagir a variantes da covid e acelerar vacinações

Os líderes da União Europeia discutem, nesta quinta-feira (21), em uma cúpula virtual, como enfrentar a ameaça de novas variantes do coronavírus, cuja rápida disseminação ameaça a esperança de que as vacinas acabem rapidamente com a pandemia na Europa.

Os chefes de Estado e de Governo realizam a reunião, por videoconferência, “para sensibilizar sobre a gravidade da situação com as novas variantes”, afirmou um funcionário da UE. Trata-se da nona cúpula europeia para discutir a pandemia.

Mutações do vírus que surgiram no Reino Unido, África do Sul e Brasil alarmaram as autoridades da UE devido ao aumento da infectividade, o que provocou proibições ou restrições de viagens.

Essas variantes, porém, representam atualmente uma pequena proporção dos casos na UE, e os líderes veem isso como uma corrida para aplicar o maior número possível de vacinas antes que o vírus sofra uma nova mutação.



Os líderes também terão que considerar um eventual endurecimento das restrições nas fronteiras e às viagens.

O primeiro-ministro belga, Alexander de Croo, lançou na quarta à noite a ideia de proibir temporariamente “viagens não essenciais”, embora “isso não signifique o fechamento das fronteiras”.

A Alemanha, por sua vez, propõe uma coordenação nos “testes obrigatórios” para viagens transfronteiriças, enquanto a França é a favor de “controles sanitários” nas fronteiras internas da UE.

– Acelerar campanhas –

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que em breve o bloco ampliará seu arsenal de vacinas para além das duas já autorizadas – Pfizer/BioNTEch e Moderna – para vacinar 70% da população até o final do verão boreal (entre o final de junho e o final de setembro).

“Isso é viável. É ambicioso, mas temos que ser ambiciosos, as pessoas estão esperando por isso”, declarou na quarta-feira.

Ao mesmo tempo, os líderes da UE devem gerenciar as expectativas de uma população europeia de 450 milhões.

O ritmo das campanhas de vacinação no bloco tem sido muito lento em comparação com Estados Unidos, Israel e outros países, um problema agravado pela demora na entrega das doses da Pfizer/BioNTech.

E enquanto muitos esperam que as vacinas acabem com as restrições de viagens, testes obrigatórios, toques de recolher e quarentenas domiciliares, autoridades e diplomatas da UE alertam para os riscos de baixar a guarda cedo demais.

O aumento de casos da variante britânica, em particular, significa que “podemos ter que tomar mais medidas que restrinjam temporariamente a liberdade de movimento dentro da UE”, disse um diplomata europeu.

A ideia de usar o certificado de vacinação como forma de passaporte na Europa – como defende a Grécia, país dependente do turismo – ainda está em seus estágios iniciais de discussão.

Autoridades da UE acrescentaram que qualquer movimento nessa direção exige que uma grande proporção de pessoas seja vacinada, para que a Europa não se dividida entre uma pequena minoria capaz de viajar e comer fora, enquanto o resto permanece confinado.

A cúpula também deve discutir maneiras de garantir que os certificados de vacinação sejam reconhecidos em todos os países da UE, e também sobre as etapas para testes de antígenos – mais baratos e menos invasivos, mas menos confiáveis – sejam aceitos globalmente.

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