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UE debate nesta segunda sua instável relação com Turquia

UE debate nesta segunda sua instável relação com Turquia

El ministro de Relaciones Exteriores de Austria, Alexander Schallenberg, se reúne con sus homólogos de la Unión Europea el 13 de julio de 2020 en Bruselas - POOL/AFP

Os chanceleres da União Europeia (UE) debatem, nesta segunda-feira (13), sua relação “não especialmente boa” com a Turquia, um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e na gestão migratória, cujas ações preocupam cada vez mais os europeus.

“A relação com a Turquia não é especialmente boa neste momento”, reconheceu, antes da reunião em Bruxelas, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, sobre o “tema mais importante da agenda” do encontro.

Há várias frentes em pauta.

Os europeus acusam Ancara de fazer perfurações “ilegais” frente à costa do Chipre, país da UE, e reclamam de suas ações no conflito na Líbia, em apoio ao governo de Fayez al-Sarraj.

A França, em particular, critica Ancara por violar o embargo de armas contra a Líbia decretado pela ONU e por ter atacado uma de suas fragatas durante um controle dessa decisão no Mediterrâneo oriental.

Na Síria, a Turquia combate os curdos, aliados da coalizão internacional contra os extremistas do Estado Islâmico. E, em seu país, o governo de Recep Tayyip Erdogan é acusado de violar os direitos humanos.

Nesse contexto, a decisão do presidente Erdogan de transformar em mesquita a antiga basílica de Santa Sofia, um monumento emblemático para a Igreja Ortodoxa, aumenta a tensão – em especial com a Grécia.

“Este é o último elo de uma cadeia de provocações”, disse o ministro austríaco das Relações Exteriores, Alexander Schallenberg, pedindo uma atitude mais firme em relação a Ancara.

Segundo, a Turquia “simplesmente não é mais um parceiro confiável na Europa”.

Seu colega luxemburguês, Jean Asselborn, chamou a decisão de Hagia Sophia de “ataque à civilização” e considerou que este país candidato à adesão à UE “está indo na direção errada” em termos de “democracia e direitos humanos”.

– Recado para a Turquia –

O objetivo da reunião, nas palavras da chanceler espanhola, Arancha González Laya, é como “endireitar, nas próximas semanas”, as ações de um país com “laços privilegiados” com a UE e “parceiro da OTAN”.

Estes dois últimos fatores complicam uma eventual resposta dura da UE, como solicitam alguns países.

“A dinâmica da retaliação não torna o Mediterrâneo uma área mais segura e estável”, alertou Borrell, recentemente.

Lembra-se que a UE precisa, por exemplo, do apoio da Turquia para controlar a chegada de migrantes à costa grega, como demonstra o polêmico acordo alcançado em 2016 com Ancara em meio à crise migratória e que reduziu drasticamente sua chegada.

Com este trunfo em seu poder, Erdogan anunciou em fevereiro passado a abertura da fronteira com a Grécia, causando o afluxo de dezenas de milhares de migrantes, e acusou a UE de não cumprir seus compromissos de visto.

A Alemanha, que acaba de assumir a presidência da UE, não quer uma nova crise de migrantes, disse uma autoridade europeia à AFP. Recentemente, a Eurocâmara aprovou € 485 milhões para ajudar refugiados na Turquia.

A primeira reunião presencial dos ministros das Relações Exteriores da Europa desde o confinamento deve levar a um “consenso claro” para entrar em negociações “urgentes” para amenizar a situação, segundo uma autoridade europeia.

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