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Uber e Lyft não vão mais atuar na Califórnia em resposta à Justiça

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A possibilidade dos motoristas do Uber ficarem offline indicaria ausência de subordinação, um dos requisitos para a caracterização da relação de emprego (Crédito: Divulgação)

Duas das maiores empresas de app de transportes nos Estados Unidos, a Uber e a Lyft anunciaram que a partir desta sexta-feira (20) vão deixar de operar na Califórnia. A paralisação é uma resposta à decisão judicial que forçou as empresas a tratarem seus motoristas como funcionários, não mais prestadores de serviço ou trabalhadores autônomos.

Ambas as companhias disseram que suspenderão suas atividades até que a decisão, emitida na semana passada, seja revertida. Com isso, ambas terão até amanhã para readequar o tratamento dado aos motoristas.



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Segundo o G1, a Califórnia comanda mais de 9% das corridas globais da Uber, enquanto no caso da Lyft essa fatia representa 16% de todas as operações nos Estados Unidos.

A luta das empresas, neste momento, é incluir na legislação a chamada “terceira opção”, onde os trabalhadores não se adequam ao perfil de funcionários, mas também não são completamente independentes.  Os contrários à medida afirmam que a terceira opção vai criar uma subclasse de trabalhadores, com menos direitos e menos proteções.

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O referendo que discute a questão acontecerá em novembro na Califórnia.