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Turquia inicia julgamento de supostos cúmplices de Carlos Ghosn e Japão pede extradição de suspeitos aos EUA

Crédito: - AFP/Arquivos

O ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn deixa o escritório de seu advogado em Tóquio, 3 de abril de 2019 (Crédito: - AFP/Arquivos)

A justiça da Turquia começou o julgamento de sete cidadãos turcos acusados de terem ajudado o ex-presidente da aliança Renault-Nissan Carlos Ghosn em sua fuga do Japão no final de 2019. O audiência, que começou hoje, ocorre um dia após o Japão pedir aos Estados Unidos a extradição de um ex-militar e de seu filho, que também são acusados de ajudarem Ghosn a fugir do país enquanto aguardava julgamento por acusações financeiras.

Segundo a agência de notícias pública Anadolu, quatro pilotos e um executivo da companhia de locação de jatos particulares podem ser condenados a até oito anos de prisão por “tráfico de migrantes em grupo organizado”. No caso dos dois membros da tripulação, a condenação pode atingir um ano de prisão, justamente pelo fato de ambos não terem denunciado o crime.

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Ghosn foi acusado de malversação financeira no Japão, e desde que fugiu do país, está refugiado no Líbano, que não tem tratado de extradição com o Japão. Depois de decolar de Osaka (oeste do Japão), o jato particular com Ghosn a bordo pousou primeiro em Istambul, onde o empresário trocou de avião para ir para Beirute. Esta é a etapa de interesse das autoridades turcas.

A promotoria turca destaca que dois suspeitos são cúmplices de Ghosn – ex-membro das Forças Especiais dos EUA Michael Taylon e George-Antoine Zayek, cidadão libanês – e “recrutaram” o executivo da empresa turca MNG Jet Okan Kösemen para garantir o trânsito desobstruído por Istambul.

Taylor e seu filho, Peter, estão presos provisoriamente nos EUA. O Japão pediu a extradição justamente porque as autoridades norte-americanas, em janeiro, acusaram os dois de colaborarem na fuga do ex-presidente da Nissan do país asiático em 29 de dezembro de 2019, segundo o Money Times.

A MNG Jet se constituiu em parte civil no processo, afirmando que seus jatos foram usados de maneira “ilegal” e que a presença de Ghosn a bordo não foi declarada.

Kösemen está em prisão preventiva. Segundo a ata de acusação turca, ele recebeu várias transferências, totalizando mais de 250.000 euros, nos meses que antecederam a fuga de Ghosn.

 

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