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Turquia enviará jihadistas estrangeiros para seus países de origem

Turquia enviará jihadistas estrangeiros para seus países de origem

(Arquivo) Ministro do Interior turco Suleyman Soylu em Ancara - AFP/Arquivos

A Turquia enviará jihadistas estrangeiros do Estado Islâmico (EI) detidos nas prisões turcas a partir de segunda-feira para seus respectivos países de origem, informou o o ministro do Interior Suleyman Soylu nesta sexta-feira.

“Eu digo que vamos enviá-los. Começaremos a partir de segunda-feira”, declarou Soylu, citado pela agência de imprensa estatal Anadolu.

O ministro turco não especificou quais países foram afetados por esta medida.

O presidente Recep Tayyip Erdogan disse na quinta-feira que mais de 1.150 membros do EI estão atualmente encarcerados nas prisões turcas.

Ancara pede regularmente aos países europeus que recuperem seus cidadãos que se juntaram às fileiras do EI na Síria, mas relutam em repatriá-los, especialmente por razões de segurança e impopularidade de tal medida.

Na segunda-feira, Soylu disse que a Turquia retornaria combatentes estrangeiros do EI para seus países, mesmo que sua nacionalidade fosse retirada.

Mas não está claro como a Turquia poderá enviar uma pessoa de volta a um país do qual não seria mais tecnicamente cidadão.

Suspeita há muito tempo de permitir que os jihadistas cruzem sua fronteira para se juntar à Síria após o início do conflito que devastou o país desde 2011, a Turquia, atingida por vários ataques cometidos pelo EI, se juntou à coalizão antijihadista em 2015.

Mas Ancara foi acusada nas últimas semanas de enfraquecer a luta contra elementos dispersos do EI ao lançar, em 9 de outubro, uma ofensiva contra a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG), a ponta de lança da luta contra a organização jihadista.