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Tubarões usam campo magnético da Terra como bússola, aponta estudo

Crédito: Reprodução/Unsplash

Há muito que a comunidade científica desconfiava que comportamento existia, mas não tinha conseguido prová-lo cientificamente. (Crédito: Reprodução/Unsplash)

Há muito que se sabe que os tubarões realizam periodicamente grandes travessias nos oceanos e se desconfiava que usassem o campo magnético terrestre para se orientar. Agora, surgem evidências científicas que o comprovam

Um estudo publicado no Current Biology traz alguma luz sobre a forma como os tubarões assentam no campo magnético da Terra para os orientar nas suas grandes travessias. Há muito que a comunidade científica desconfiava que comportamento existia, mas não tinha conseguido prová-lo cientificamente. Os tubarões-brancos, por exemplo, fazem anualmente um trajeto entre a África do Sul e a Austrália em linha quase perfeitamente reta e sem que se perceba como se orientavam entre correntes, diferenças de temperatura e nadarem à noite, sem estrelas no céu.

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Bryan Keller, pesquisador da Universidade da Flórida, construiu um sistema que replica campos magnéticos específicos, com um cubo de 3,5 metros e um grande tanque no centro revestido com 1,7 quilômetros de fio de cobre em intervalos precisos. O cobre, ligado à corrente elétrica, serviu de condutor e criou um campo magnético. Se os tubarões se movimentassem de determinada forma e em determinada orientação, isso significaria que estavam a usar a informação magnética para ajustar o seu posicionamento e navegação, explica a Wired, determinando assim qual o curso a seguir.

Os pesquisadores usaram ‘pequenos’ tubarões migratórios, que medem 50 a 75 centímetros e que, na natureza, percorrem todos os anos milhares de quilômetros entre a Flórida e o Golfo do México. A experiência replicou o campo magnético encontrado em três diferentes localizações: uma perto da Flórida, outra a 600 quilômetros a sul, mas na sua trajetória habitual, e uma terceira a mais de 600 quilômetros a norte, que seria completamente desconhecida dos animais. A equipa concluiu que os diferentes campos magnéticos suscitaram diferentes respostas por parte dos animais, com o ‘instinto’ a fazer com que se movimentassem sempre na trajetória que já se sabia que percorreriam, se estivessem em águas livres.

Kenneth Lohmann, professor de Biologia da Universidade da Carolina do Norte e que não esteve envolvido no estudo, diz que se trata “de um trabalho bastante interessante e uma demonstração clara de que os tubarões usam o campo magnético da Terra como uma espécie de mapa”. Os tubarões aprendem as ‘moradas’ magnéticas do seu habitat natural e usam essa informação para saber para onde devem voltar, mesmo depois de percorridos milhares de quilômetros.

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