Giro

Trump volta ao Salão Oval, seis dias após testar positivo para covid-19

Ignorando os avisos sobre os riscos de contágio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi trabalhar no Salão Oval nesta quarta-feira (7), seis dias após testar positivo para a covid-19.

O comportamento do presidente, criticado há meses por sua gestão da pandemia, é examinado com atenção especial em um momento em que aumentam os casos de coronavírus entre funcionários, assessores e jornalistas da Casa Branca.

De acordo com um alto funcionário do governo, Trump esteve com um número “extremamente limitado” de conselheiros no famoso escritório. Ele entrou pela porta que dá para os jardins para não cruzar os corredores da Ala Oeste, a área de escritórios presidenciais do casarão.

“Acabo de ser informado sobre o furacão Delta”, tuitou Trump, ansioso para mostrar ao país sua dedicação ao cargo, a 27 dias de uma eleição que promete ser muito difícil para ele diante do democrata Joe Biden, líder nas pesquisas de intenção de voto.

Trump já tinha causado polêmica ao retornar à Casa Branca na noite de segunda-feira após passar três dias em um hospital nos arredores de Washington.

Em uma apresentação triunfante transmitida ao vivo pela televisão, ele saiu do helicóptero Marine One e subiu as escadas até a varanda de sua residência. Lá, ele tirou a máscara e ergueu o polegar, em um gesto desafiador.

“Não tenha medo da covid”, tuitou algumas horas antes no hospital, causando consternação na comunidade médica.

Os Estados Unidos acabam de cruzar a barreira de 210.000 mortes pelo novo coronavírus, que deixou uma média de 700 mortes por dia na semana passada neste país.

– “Me sinto ótimo!” –

Por enquanto, e com base no que diz o médico da Casa Branca, a saúde de Trump melhora um pouco a cada dia.

“Ele está sem febre há mais de quatro dias e não apresenta sintomas há mais de 24 horas”, disse o doutor Sean Conley em um breve boletim.

No entanto, o informe começou com uma frase inusitada, reforçando ainda mais questionamentos sobre a comunicação desse assunto pela equipe médica: “O presidente esta manhã disse ‘me sinto ótimo!'”.

Segundo Conley, a última análise de amostras colhidas na segunda-feira revelou traços de anticorpos para covid-19 que eram indetectáveis na noite de quinta-feira, quando o teste diagnóstico deu positivo.

Para o virologista Florian Krammer, da Icahn School of Medicine de Nova York, esses resultados não são necessariamente muito significativos neste momento.

“É bem possível que a maioria dos anticorpos detectados tenha vindo de transfusão”, explicou à AFP.

Trump foi tratado com uma terapia experimental contra covid-19: anticorpos sintéticos desenvolvidos pelo laboratório Regeneron.

Injetados no corpo de um paciente, esses anticorpos sintéticos podem se fundir ao vírus para neutralizá-lo, como o sistema imunológico deveria fazer.

Para o biólogo Michael Buchmeier, professor da Universidade da Califórnia, a presença desses anticorpos nessa fase também pode significar que a infecção “está presente no paciente há mais tempo do que o anunciado”.

A Casa Branca diz que Trump testou positivo para a covid-19 na quinta-feira, 1º de outubro. Mas ainda se recusa a dizer quando foi o último teste anterior.

Veja também

+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Jovem morre após queda de 50 metros durante prática de Slackline Highline
+ Conheça o phloeodes diabolicus "o besouro indestrutível"
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Mulher finge ser agente do FBI para conseguir comida grátis e vai presa
+ Zona Azul digital em SP muda dia 16; veja como fica
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Descoberta oficina de cobre de 6.500 anos no deserto em Israel