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Trump diz que sucessor de Bagdadi está na mira dos EUA

Trump diz que sucessor de Bagdadi está na mira dos EUA

O presidente do Estado Maior Conjunto, general do exército Mark Milley (D) acompanha um pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nuna reunião com a cúpula militar do país - AFP/Arquivos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou na mira esta segunda-feira (11) o novo chefe do grupo Estado Islâmico (EI), durante o Dia dos Veteranos, ao celebrar o assassinato do ex-líder dos jihadistas Abu Bakr al-Bagdadi.

Os presidentes americanos tradicionalmente comemoram a data colocando uma coroa de flores no cemitério militar em Arlington, na região de Washington, mas Trump viajou para Nova York, onde discursou antes do desfile anual de veteranos da cidade.

O presidente foi amplamente criticado por autorizar a retirada total das tropas americanas da Síria no mês passado, tanto pela oposição como por alguns de seus partidários, que asseguram que esta medida pode provocar a reconstituição do Estado Islâmico. Também alertaram que os combatentes curdos aliados dos Estados Unidos ficariam vulneráveis a uma invasão turca.

Mas Trump usou seu discurso em Nova York para afirmar que a liderança do EI está assustada após a morte de Bagdadi numa operação na província de Idlib, no noroeste da Síria, em 26 de outubro.

“Há algumas semanas, as forças especiais americanas invadiram uma base do EI e levaram o líder terrorista número um do mundo à justiça”, disse Trump.

“Graças aos guerreiros americanos, Bagdadi está morto, a segunda pessoa no comando está morta, estamos de olho no número três”.

“Seu reinado de terror terminou, e nossos inimigos estão muito assustados. Aqueles que ameaçam nosso povo não têm chance contra o poder justo do exército americano”.

Após a morte de Bagdadi e do principal porta-voz do Estado Islâmico, Abu Hassan al Muhajir, numa operação no dia seguinte, o grupo nomeou o pouco conhecido Abu Ibrahim al Hashimi al Qurashi como seu novo líder.

Diante das críticas por seu anúncio de retirada total das tropas, Trump decidiu deixar alguns militares na região para proteger valiosos campos de petróleo.