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Tricampeão mundial, Medina é símbolo da expansão de mercado do surfe

Crédito: Reprodução/Instagram

Tricampeão mundial, Medina é um dos esportistas que mais promovem o esporte e ao mesmo tempo mais aumentam seu patrimônio no Brasil (Crédito: Reprodução/Instagram)

O surfista Gabriel Medina conquistou nesta terça-feira (14) o tricampeonato mundial de surfe ao vencer o compatriota Felipe Toledo na final da Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês). Apenas a vitória na etapa final do circuito, realizada em Trestles, Estados Unidos, vai rendar U$ 200 mil ao atleta.

Medina tornou-se o primeiro brasileiro tricampeão do esporte – Adriano Mineirinho e Ítalo Ferreira, atual campeão olímpico, têm uma conquista cada – e o primeiro tricampeão mundial a surfar com a base “goofy” (pé direito na frente).

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Segundo o Instituto Brasileiro de Surfe (Ibrasurf), o mercado do esporte gera 140 mil empregos diretos e indiretos e movimenta R$ 7 bilhões por ano. No entanto, o volume financeiro é ainda maior pois impulsiona turismo, hotelaria, alimentação e transporte, critérios que não foram utilizados no cálculo do valor.



De acordo com o Ibope Repucom, o Brasil tem 54 milhões de pessoas interessadas no estilo de vida do surfe (ou simpatizantes, poderia-se dizer). Mas praticantes mesmo, segundo o Ibrasurf, são 3 milhões, um número inda bastante alto.

Para impulsionar ainda mais os negócios de surfe no Brasi, a WSL abriu um escritório em São Paulo, onde estima existir 150 mil surfistas. A capital paulista, que representa 25% do mercado nacional de surfe, é a cidade não litorânea com maior número de surfistas do mundo, estima a Liga.

O sucesso é tão grande que a WSL transmite seus campeonato em transmissões ao vivo pelo YouTube com narração em português. Essas transmissões ultrapassam a audiência em tempo real de 60 milhões de usuários, sendo 30% de brasileiros.

O patrimônio de Medina
Em 2018, ano em que ganhou seu primeiro título mundial, Medina faturou 3,5 milhões de euros em premiações e patrocínios, sendo o segundo surfista mais bem pago do mundo, segundo a revista especializada Stab. O atleta ainda conta com muitos patrocínios cujos valores não são divulgados.

Mesmo assim, o surfista envolveu-se em algumas polêmicas financeiras. De acordo com o colunista Lauro Jardim de O Globo, Medina ganhou R$ 15 mil por mês do Ministério da Cidadania como parte do Bolsa Atleta como incentivo às Olimpíadas de Tóquio. A informação gerou polêmica por se tratar de um atleta com rendimentos muito acima dos outros colegas que também receberam o incentivo.

No Japão, Medina recusou a vacina contra a Covid-19 oferecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Depois ele pediu desculpas e alegou que não conseguiu encaixar a vacinação com a agenda de treinamentos, mas a polêmica foi instaurada e especula-se que o atleta tenha perdido alguns patrocinadores.

As premiações da WSL

Etapas classificatórias masculina:

1º U$ 70.000
2º U$ 40.000
3º U$ 20.000
5º U$ 15.000
9º U$ 12.000
17º U$ 9.000
33º U$ 8.000

Etapas classificatórias femininas

1º US$ 70.000
2º US$ 40.000
3º US$ 20.000
5º US$15.000
9º US$ 12.000
17º US$ 9.000

Etapa final (Trestles)

1º US$ 200.000
2º US$ 105.000
3º US$ 70.000
4º US$ 60.000
5º US$ 35.000

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