Economia

Três ex-membros da diretoria da Audi processados pelo ‘dieselgate’

Crédito: AFP/Arquivos

Reflexo de um fotógrafo em uma superfície com a logo da Audi durante uma assembleia anual de acionistas da empresa automobilística, na Alemanha (Crédito: AFP/Arquivos)

Três ex-membros da diretoria da Audi e um ex-alto funcionário da empresa são processados na Alemanha, acusados de “fraude” em meio ao escândalo dos motores a diesel manipulados, que não para de sacudir a indústria automotiva do país.

Essas três pessoas “fizeram, tendo conhecimento da manipulação, com que os veículos em questão das marcas Audi e Volkswagen continuassem sendo vendidos”, de acordo com o Ministério Público de Munique (sul), uma das jurisdições responsáveis pelo caso, com múltiplas ramificações nas quais já foram processados o ex-presidente da Audi, Rupert Stadler, e o do grupo Volkswagen, Martin Winterkorn.

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O MP não divulgou os nomes dos quatro executivos processados nesta quinta-feira (6) mas, segundo o jornal econômico Handelsblatt, são os ex-diretores de pesquisa e de um ex-diretor de compras.

A Audi, por sua vez, pretende “cooperar com as autoridades”, afirmou um porta-voz, lembrando que “continua aplicando o princípio de presunção de inocência”. A Audi se tornou uma nova empresa após as revelações do “dieselgate”, disse a marca.

A primeira audiência com seu ex-presidente Stadler, também julgado por fraude junto a outros três executivos, está prevista para 30 de setembro.

Ele será o primeiro executivo de alto escalão do grupo Volkswagen a responder à justiça na Alemanha sobre este escândalo, que veio à tona em setembro de 2015 e levou a indústria automotiva, joia industrial e orgulho desse país, a uma crise da qual não conseguem sair.

A Volkswagen reconheceu a adulteração de 11 milhões de veículos com um software que os fazia parecer menos poluentes nos testes de laboratório do que nas estradas.

– Bilhões de dólares –

Além dos processos sobre a Audi, que está no centro do caso já que certas responsabilidades dos motores caíram sobre a marca, o grupo Volkswagen já pagou uma grande parte da multa penal e civil na Alemanha.

A empresa aceitou desembolsar pelo menos 750 milhões de euros (cerca de US$ 890 milhões) para indenizar 235.000 clientes no país e, após uma derrota no mais alto tribunal civil que ordenou o reembolso parcial aos compradores, a fabricante se oferecerá para pagar uma certa quantia a uma grande parte dos 60.000 restantes.

A Audi pagou uma multa de 800 milhões de euros (cerca de US$ 950 milhões) por “violações” em seu “dever de supervisão” na aprovação de carros a diesel.

O escândalo custou mais de 30 bilhões de euros (cerca de US$ 35,5 bilhões) ao grupo, dos quais vários bilhões foram destinados a reembolsar seus clientes dos Estados Unidos.

O diretor-geral do grupo, Herbert Diess, e o presidente do conselho de supervisão, Hans Dieter Pötsch, também compareceram à justiça em setembro passado, por manipulação dos mercados financeiros. Mas conseguiram evitar um julgamento após um acordo financeiro de nove milhões de euros (cerca de US$ 10,6 milhões).

Em questões civis, o último grande processo pendente é o dos investidores que pedem uma indenização pela queda do preço das ações após as revelações.

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