A plataforma de vídeos TikTok respondeu, nesta quarta-feira (29), o que chamou de “ataques difamatórios” por parte da rede social líder Facebook e defendeu suas atividades, alegando que ajudam a promover a concorrência no mercado dos Estados Unidos.

Os comentários do TikTok foram divulgados horas antes de uma esperada audiência antimonopólio no Congresso dos EUA com os principais executivos do Facebook e de outras três grandes empresas tecnológicas, e em meio a uma ameaça de proibição devido a supostas conexões entre o aplicativo de vídeos e o governo da China.

Em uma publicação em um site, seu CEO, Kevin Mayer, disse que o TiKTok recebe com agrado a “concorrência justa” e acrescentou que, “sem o TikTok, os anunciantes americanos ficariam mais uma vez com poucas opções”.

“Vamos concentrar nossas energias em uma concorrência justa e aberta ao serviço de nossos consumidores, em vez de ataques difamatórios por nossa concorrência – em particular o Facebook – disfarçados de patriotismo e projetados para encerrar nossa mera presença nos Estados Unidos”, continuou.

Esses comentários parecem se referir às declarações do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, que disse, no ano passado, que o TikTok havia censurado informações sobre protestos na China, país de origem da ByteDance, proprietária da plataforma de vídeos.

Conhecido por seus vídeos casuais, artísticos e humorísticos, o TikTok teve uma explosão de popularidade durante o confinamento pela pandemia do coronavírus, especialmente entre os jovens. Estima-se que tenha 1 bilhão de usuários.

“Com o nosso sucesso chega a responsabilidade e a prestação de contas”, disse Mayer, insistindo em que a empresa proprietária do aplicativo não mantém vínculos com o governo chinês.

“O TikTok se tornou o alvo mais recente, mas não somos o inimigo”, acrescentou Mayer.

A Índia proibiu o TikTok e a análise dos EUA sobre os riscos para a segurança nacional do aplicativo está quase completa.

Uma recomendação será apresentada esta semana ao presidente Donald Trump, disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, nesta quarta.

Mnuchin disse à imprensa que a análise está a cargo do Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS, em inglês), que lida com empresas e aquisições que afetam a segurança nacional.

“O TikTok está sendo analisado pelo CFIUS, e faremos uma recomendação ao presidente esta semana”, afirmou Mnuchin. “Temos muitas alternativas”, completou.