Coluna

Por que a Tiger Global está apostando na Microsoft

Por que a Tiger Global está apostando na Microsoft

Um dos maiores fundos de investimentos do mundo, o Tiger Global Management, reduziu sua posição na Apple e está fazendo novas apostas na Alphabet, holding que controla o Google, e na Microsoft.

Segundo documentos apresentados às entidades regulatórias do mercado americano, o Tiger Global tinha investido US$ 1,1 bilhão na Apple, no quarto trimestre de 2015. Agora, conta com uma posição de US$ 407 milhões.

Ao mesmo tempo, a Tiger Global apostou US$ 148 milhões na Alphabet e US$ 132 milhões na Microsoft.

Os documentos trazem uma longa lista com a posição dos investimentos da Tiger Global, mas refletem a realidade de 45 dias atrás. É possível, portanto, que essas fatias possam ter sido alteradas depois disso.

A redução da posição da Tiger Global na Apple acontece em um momento que as ações da companhia da maçã estão sendo cotadas a patamares recordes.

Nesta semana, a Apple ultrapassou os US$ 700 bilhões em valor de mercado, por conta das expectativas da nova versão do iPhone, que chega aos seus 10 anos de vida

Ao mesmo tempo, a Microsoft, comandada pelo executivo Satya Nadella (foto acima), conseguiu sair da sua estagnação no mercado de ações e chegou a ser avaliada em mais de US$ 500 bilhões, o que não acontecia desde março de 2000 – nesta quarta-feira 15, seu valor de mercado estava em US$ 498 bilhões.

A recuperação da Microsoft é obra de Nadella, o executivo que assumiu a companhia no lugar de Steve Ballmer, há três anos. Em pouco tempo, ele virou a Microsoft de cabeça para baixo, apostando na computação em nuvem. Dogmas foram derrubados e o Windows deixou de ser o centro do universo. O resultado dessas mudanças foi não só a valorização da companhia, bem como o aumento do lucro.

O Tiger Global Management administra mais de US$ 20 bilhões em investimentos em mercados privados e públicos. Ela gerencia US$ 5,9 bilhões em ativos de fundos hedge.

Nos últimos anos, a Tiger Global começou a apostar em mercados emergentes, fazendo uma série de investimentos no Brasil. Ela detém fatias em empresas como a varejista online de artigos esportivos Netshoes, na Nubank, uma fintech que conta com um cartão de crédito da cor roxa, ou na 99, aplicativo de táxi que acaba de receber mais de US$ 100 milhões em recursos, em aporte liderado pela chinesa Didi Chuxing.