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Testemunhas da Casa Branca ignoram convocação do Congresso sobre investigação de Trump

Testemunhas da Casa Branca ignoram convocação do Congresso sobre investigação de Trump

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em um evento em Washington, em 2 de novembro de 2019 - AFP/Arquivos

Um advogado da Casa Branca, suspeito de estar envolvido no escândalo ucraniano, recusou-se a depor nesta segunda-feira (4) diante da comissão do Congresso que investiga o presidente Donald Trump, em um dia em que outras três testemunhas devem ignorar também a convocação para falar sobre o caso.

John Eisenberg, um assessor de Segurança Nacional de Trump, não atendeu a intimação para comparecer perante três comissões da Câmara dos Deputados, um novo sinal de resistência da Casa Branca em um momento em que os democratas tentam avançar com a investigação, levando-a a uma fase pública.

Trump disse nesta segunda que acreditava que não havia razões para as testemunhas responderem às perguntas dos investigadores, em particular aquelas relacionadas à ligação telefônica que fez para o presidente da Ucrânia.

“Não há nenhuma razão para convocar testemunhas para analisar minhas palavras e seu significado. Essa é outra farsa dos democratas com quem eu tenho que lidar desde o dia em que fui eleito”, afirmou o presidente americano.

Eisenberg está supostamente envolvido no contato telefônico entre os dois dirigentes, em 25 de julho.

Pelo menos quatro funcionários da divisão de segurança nacional expressaram preocupação a Eisenberg sobre a maneira como Trump estava vinculado a seu colega ucraniano, antes da ligação e imediatamente depois, informou o jornal The Washington Post no mês passado.

Os investigadores tentam ter mais acesso às autoridades cientes dos supostos esforços de Trump para pressionar a Ucrânia a investigar um de seus principais adversários nas eleições presidenciais de 2020, o ex-vice-presidente democrata Joe Biden, favorito entre os pré-candidatos que disputam a indicação do Partido Democrata.

Robert Blair, um assistente do presidente e um importante consultor do chefe de gabinete, também não havia comparecido para depor.

Os outros dois convocados para serem ouvidos pelos investigadores são o conselheiro Michael Ellis e Brian McCormack, um assessor de energia do gabinete de orçamento da Casa Branca.

O escândalo sobre as supostas pressões contra a Ucrânia estourou quando uma denúncia anônima de um funcionário dos serviços de inteligência se tornou pública em setembro.