Economia

Tentativas de fraudes no comércio eletrônico sobem 84% em um ano; veja como se proteger

Tentativas de fraudes no comércio eletrônico sobem 84% em um ano; veja como se proteger

O e-commerce brasileiro recebeu mais de 37 milhões de pedidos de compras e sofreu com quase 700 mil tentativas de fraudes apenas no primeiro trimestre de 2021, um aumento de 83,7% em relação ao mesmo período de 2020. Os dados são da empresa ClearSale, especializada em antifraudes nos mais diversos segmentos, entre eles o e-commerce.

Se todas as tentativas tivessem sido efetivadas, as fraudes somariam o equivalente a R$ 679,2 milhões, em um aumento de 105,7% na comparação com os R$ 330 milhões em tentativas de golpe no e-commerce no mesmo período do ano passado, quando ainda não havia isolamento social. Isso indica que os fraudadores passaram a ter como alvo produtos mais caros de um ano para outro, possivelmente por conta do cenário de pandemia.

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De acordo com o levantamento, o tíquete médio dos produtos cuja fraude foi evitada em 2020 foi de R$ 1.009, contra R$ 1.130 em 2021. Já o tíquete médio das compras legítimas foi de R$ 455, em 2020, e de R$ 527, em 2021.



“O tíquete médio das tentativas de fraudes é maior porque os fraudadores não pagarão pelos produtos, e o interesse deles é a revenda para transformar em dinheiro”, aponta o diretor de Marketing e Soluções da ClearSale Omar Jarouche.

Veja as dicas do especialista Ricardo Monteiro, da DMK GROUP, empresa especializada em registros de marcas e patentes nos Estados Unidos, para saber se uma loja virtual é confiável.

1 – Endereço do site

Normalmente, lojas mais sérias, aqui no Brasil, utilizam domínio .com.br e como o domínio é público dá para identificar a empresa que está por trás deste registro. Os sites internacionais, .com, permitem ocultar quem é o responsável.

2 – Pesquise a reputação

Verifique avaliações de usuários e pesquise sobre a loja na internet em sites como o Reclame Aqui e o Procon-SP.

3 – Meios de pagamentos

As lojas menores também costumam ter algum tipo de integração com algum método de pagamento, Mercado Pago ou PagSeguro, por exemplo. Veja com quem o site está aliado porque isso também torna a compra mais segura

4 – Redes sociais

Veja se a loja tem link de redes sociais. Entre nelas e verifique a quantidade de usuários, clientes e os comentários. Se tem muita reclamação de atraso, por exemplo, é um indicador ruim

5 – Canais de atendimento

Confirme se tem algum meio de contato por telefone ou e-mail. Vale até ligar antes nos canais de atendimento para tentar saber se ele de fato funciona

6 – Certificação

Prefira sites que têm certificado SSL, que é aquele que deixa o cadeado verde. É um site que usa criptografia e não tem risco de captar dados do cartão de crédito, por exemplo.

7 – Privacidade

Vale olhar também os termos de uso e política de privacidade, porque a maioria de sites falsos não têm isso muito bem definido ou correto

8 – Informações básicas

Procure saber informações básicas sobre a loja, como endereço, telefone e CNPJ, por exemplo. Se não encontrar essas informações no site, desconfie.

9 – Promoções

Desconfie de promoções com preços muito abaixo do valor de mercado. Essas ofertas costumam ser chamariz para enganar os consumidores.

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