Os países da América do Sul terão que lidar com uma onda de calor intensa e temperaturas elevadas, neste fim de semana, devido a uma massa de ar quente e seca que se aproxima. No Brasil, o Rio Grande do Sul deve ser o estado mais afetado.

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Entretanto, a meteorologia espera por marcas extremas em grande parte do território argentino, além de temperaturas muito altas no Uruguai e no Paraguai, chegando quase aos 50ºC.

Segundo a MetSul Meteorologia, ondas de calor intensas ocorrem nos meses quentes do ano com ou sem estiagem, em verões secos ou chuvosos. “Historicamente, se observa que os episódios de calor mais extremo se dão durante estiagens ou secas”, diz a empresa de Meteorologia em nota.

Nessa terça-feira (11), a previsão de temperatura máxima para Buenos Aires era de 37ºC. Mas o que aconteceu foi uma alta acima desta máxima. Os termômetros marcaram 40ºC na capital argentina. Esta foi a maior temperatura marcada em solo argentino desde 1995.

De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional (SMN), Buenos Aires teve, na terça-feira, seu quarto dia mais quente em 115 anos, ou desde que os registros passaram a ser arquivados em 1906.

Segundo a MetSul, esta semana de calor incomum na climatologia normal do mês de janeiro poderá contar com temperaturas até 10ºC a 15ºC acima das médias históricas.

Muitas províncias da Argentina já estão em alerta, emitido pelo Serviço Meteorológico Nacional, devido ao calor extremo e as condições “muito perigosas” para a saúde. Em alerta vermelho, estão as cidades de: La Pampa, San Luís, Mendoza, San Juan, Catamarca, La Rioja Córdoba e Neuquen. Em alerta laranja, estão: Oeste de Buenos Aires, Oeste de Entre Ríos e Sul de Tucumán e La Pampa.

Consequências que podem ser trazidas pela temperatura elevada

O calor e a seca agravam as perdas no campo, além de afetar os sistemas de abastecimento de água em alguns municípios, pela alta demanda. O Rio Grande do Sul, por exemplo, já vem sofrendo com a seca em sua agricultura desde novembro do ano passado. Dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul mostram que essa, a maior seca dos últimos 17 anos na região, vai resultar numa perda de 39% das lavouras do Estado.

Outro risco associado às altas temperaturas é a possibilidade de incêndios em vegetações e um início de crise de abastecimento de luz com cortes de energia. Em Buenos Aires, já foram emitidos alertas sobre este tipo de possibilidade.