Tecnologia

Tecnologia permite que corpo recarregue celular

Crédito: Pixabay

Tecnologia inventada por pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura permitiria que um aparelho, como um smartwatch ou celular no bolso, recarregue outros, usando o corpo humano como meio de transmissão de energia (Crédito: Pixabay )

O corpo como um carregador sem fio. A tecnologia inventada por pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura permitiria que um aparelho, como um smartwatch ou celular no bolso, recarregue outros, usando o corpo humano como meio de transmissão de energia.

O estudo publicado no periódico Nature Electronics mostra que o carregamento sem fio, muitas vezes, é limitado pela presença de um corpo sólido, o que é chamado, em inglês, de body shadowing (sombreamento do corpo, em tradução livre). Em vez de tentar eliminar o problema, eles passaram a enxergar o corpo como um possível condutor, numa tecnologia chamada de body-coupling (associação ao corpo).

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O usuário colocaria alguns receptores e transmissores suficientes para cobrir a área do corpo e um transmissor em um único aparelho. O sistema, então, usaria a energia desse aparelho para carregar até dez outros que estiverem em contato. Assim, só seria necessário recarregar ou celular, ou o relógio, por exemplo.

O líder do projeto, o professor associado do Departamento de Engenharia Elétrica e da Computação da Universidade Nacional de Singapura, Jerald Yoo, disse à revista BioSpectrum Asia que a descoberta pode permitir, um dia, a eliminação de baterias.

“Baterias estão entre os componentes mais caros de aparelhos do tipo wearable, e elas acrescentam volumes ao design. Nosso sistema único tem potencial para omitir a necessidade das baterias, assim permitindo que os fabricantes miniaturizem os aparelhos e reduzam os custos de produção significativamente”, disse o pesquisador à publicação. “O que é ainda mais animador, sem as restrições das baterias, nosso desenvolvimento pode permitir uma nova geração de wearables, como acessórios para jogos, diagnósticos remotos e adesivos para eletrocardiogramas”.

Yoo afirmou que a equipe continuará trabalhando para incrementar o sistema, que ainda não tem previsão para ser usado em qualquer aparelho comercial.

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