Internacional

Talibãs se comprometem com centenas de países a continuar permitindo saídas do Afeganistão

Crédito: AFP

Combatentes talibãs caminham no portão principal do aeroporto internacional de Cabul, 28 de agosto de 2021 - AFP (Crédito: AFP)

Uma centena de países anunciaram neste domingo (29) que receberam o compromisso dos talibãs de que deixariam que estrangeiros e afegãos com permissões deixassem o país para se restabelecer no exterior, inclusive após a saída das tropas americanas, prevista para a próxima terça-feira.

“Recebemos garantias dos talibãs de que todos os cidadãos estrangeiros, assim como qualquer cidadão afegão com autorização de viagem por nossos países, poderão viajar de forma segura e ordenada aos pontos de partida e sair do país”, escreveram estes países.

Entre eles estão Alemanha, França, Reino Unido e os próprios Estados Unidos.

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“Todos estamos comprometidos em garantir que nossos cidadãos, nacionais ou residentes, empregados, afegãos que trabalharam conosco e aqueles que estão em perigo, possam continuar viajando livremente a destinos fora do Afeganistão”, informaram em um comunicado.

“Continuaremos entregando documentos que permitam a centenas de afegãos viajar”, destacaram, afirmando contar “com o compromisso dos talibãs de que poderão viajar” a seus países.

“Tomamos nota das declarações públicas dos talibãs confirmando este acordo”, concluiu o comunicado de imprensa, também assinado pela União Europeia e a Otan.

China e Rússia não estão entre os signatários.

O assessor de segurança nacional de Joe Biden, Jake Sullivan, disse neste domingo que os cidadãos americanos que tiverem optado por permanecer até agora no Afeganistão “não ficarão bloqueados”.

“Vamos nos assegurar de ter um mecanismo para tirá-los do país se quiserem voltar no futuro”, declarou Sullivan à emissora Fox, garantindo que “os talibãs se comprometeram” neste sentido.

França e Reino Unido defenderão na segunda-feira na ONU a criação em Cabul de uma zona protegida que permitirá a continuidade das operações humanitárias, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, ao Journal du Dimanche, um projeto que considerou “totalmente realizável”.

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