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Talibãs agridem jornalistas em Cabul durante manifestação pelo direito das mulheres

Os talibãs agrediram vários jornalistas nesta quinta-feira (21), em Cabul, para tentar evitar a cobertura de uma manifestação pelos direitos das mulheres na capital do Afeganistão.



Um grupo de 20 mulheres caminhou das imediações do Ministério da Educação até o Ministério das Finanças. Elas usavam lenços coloridos na cabeça, gritavam frases como “não politizem a educação” e exibiram cartazes com lemas de protesto: “Não temos direito a estudar nem trabalhar” e “Sem trabalho, pobreza, fome”.

As autoridades talibãs permitiram a passeata das mulheres durante uma hora e meia, segundo os correspondentes da AFP.

Repórteres tentavam fazer a cobertura do ato foram, no entanto, agredidos, ameaçados e perseguidos.

Um combatente talibã agrediu um jornalista estrangeiro com a coronha de um fuzil e expulsou-o do protesto. Outro foi ameaçado e recebeu chutes. Ao menos outros dois jornalistas foram agredidos, quando se afastavam para fugir dos combatentes talibãs, que repetiram as ameaças.



As mulheres não foram atacadas fisicamente durante o protesto, mas, em várias ocasiões, sofreram repreensões verbais por parte dos talibãs. As participantes optaram pela dispersão, e nenhuma delas foi detida, disse uma das organizadoras à AFP.

Zahra Mohammadi, uma das líderes do movimento, declarou que as mulheres decidiram sair às ruas, apesar do perigo que isto representa.

“Esta é a situação: os talibãs não respeitam nada, nem os jornalistas – locais ou estrangeiros -, nem as mulheres”, declarou.

“As escolas devem reabrir para as meninas. Mas os talibãs retiraram os nossos direitos”, completou.

As escolas do Ensino Médio para meninas estão fechadas há mais de um mês, e muitas mulheres foram proibidas de voltar ao trabalho desde que os talibãs retomaram o poder, em meados de agosto passado.

“Minha mensagem para todas as meninas e mulheres é esta: ‘Não tenham medo dos talibãs, inclusive se suas famílias não permitirem que saiam de casa. Não tenham medo. Saiam, façam o sacrifício, lutem por seus direitos”, disse Mohammadi.

“Temos que fazer este sacrifício para que a próxima geração possa ter paz”, completou.

Alguns combatentes talibãs que acompanhavam a passeata usavam equipamentos de combate, incluindo coletes à prova de bala e capacetes, enquanto outros usavam a indumentária afegã tradicional.

Eles estavam armados com fuzis M16, de fabricação americana, e AK-47.


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