Tá ruim, mas tá bom

Tá ruim, mas tá bom

A aérea brasileira Azul não tem os chuveiros cromados da Emirates, os chocolates Godiva da Lufthansa, o champanhe Taittinger Comtes Blanc de Blancs da Air France-KLM e nem o salmão fresco do Alasca servido pela Air Canada. Mesmo assim, conquistou pela primeira vez o título de Melhor Companhia Aérea do Mundo pelo Tripadvisor Travelers’ Choice Award 2020, uma das mais respeitadas premiações do mundo no setor e que leva em conta o voto dos passageiros. O título chega num momento inusitado. Com 70% da companhia sem operar, a Azul vive um dos mais turbulentos períodos de sua história. A empresa contabilizou prejuízo de R$ 6,1 bilhões no primeiro trimestre, contra um lucro de R$ 125,3 milhões no mesmo período de 2019. “Ser o melhor do mundo em qualquer coisa, em qualquer situação, aumenta em muito a nossa responsabilidade”, afirmou à DINHEIRO o CEO da companhia, John Rodgerson. “Isso vai ajudar no processo de retomada. Hoje estamos voando praticamente para cobrir custos de combustível, com o preço das passagens mais baratas do que nunca, mas sem perder o foco na qualidade dos serviços e na recuperação”, afirmou o executivo americano. Na segunda metade de março, em reação à pandemia, a Azul reduziu seus voos diários em 50%. Esse percentual chegou a 90% em abril. A expectativa de Rodgerson é encerrar o ano com 50% da capacidade da companhia. “Vamos demorar uns 18 meses para estar com 100% de novo. Todos estão sofrendo, menos os supermercados”, disse.

(Nota publicada na edição 1182 da Revista Dinheiro)

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Sobre o autor

Hugo Cilo é editor de negócios da Revista DINHEIRO


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