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Suprema Corte dos EUA decide que procuradores podem ver declarações de renda de Trump

Suprema Corte dos EUA decide que procuradores podem ver declarações de renda de Trump

Homem ergue cartaz com a frase "Siga o dinheiro" em frente à Suprema Corte dos Estados Unidos em Washington no dia 9 de julho de 2020 - AFP

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira (9) que o presidente Donald Trump não pode impedir que um procurador de Nova York veja suas declarações de imposto de renda, mas bloqueou temporariamente os investigadores do Congresso de acessarem esses registros.

As decisões são um revés para a defesa de Trump de que, como presidente, ele tem imunidade absoluta em uma investigação criminal.

Ao mesmo tempo, podem permitir que ele mantenha suas finanças em sigilo até depois da eleição presidencial de novembro, na qual o magnata republicano busca a reeleição.

A Suprema Corte decidiu por 7-2 contra Trump em um caso apresentado pelo procurador do distrito de Manhattan, Cyrus Vance Jr, um democrata que procurava obter oito anos dos registros financeiros do presidente em relação a um suposto pagamento de “dinheiro secreto” feito para a atriz pornô Stormy Daniels.

Os advogados de Trump alegaram que o presidente está imune a uma investigação criminal, argumento rejeitado pelo mais alto tribunal do país.

“Duzentos anos atrás, um grande jurista de nossa Corte estabeleceu que nenhum cidadão, nem mesmo o presidente, está categoricamente acima do dever comum de apresentar provas quando solicitado em processos criminais”, afirmou a decisão. “Reafirmamos esse princípio hoje”, disseram os juízes.

O outro caso na Suprema Corte do país dizia respeito a um pedido dos comitês do Congresso liderados pelos democratas para acessarem as declarações fiscais e os registros financeiros de Trump.

Em outra decisão por 7 a 2, o Tribunal enviou o caso do Congresso a um tribunal inferior para uma análise mais aprofundada, o que para Trump é uma espécie de adiamento.

– “Julgamento político” –

O procurador Vance comemorou a decisão da Corte como “uma tremenda vitória para o sistema de justiça de nossa nação e seu princípio fundamental de que ninguém, nem mesmo um presidente, está acima da lei”.

“Nossa investigação, que foi adiada quase um ano por esse processo, será retomada, guiada como sempre pela obrigação solene do grande júri de seguir a lei e os fatos, onde quer que eles nos levem”, disse Vance.

Mesmo que os registros financeiros de Trump sejam divulgados aos procuradores pela empresa de contabilidade Mazars, eles podem permanecer em segredo para o público devido ao sigilo do júri.

Trump denunciou ser vítima de “julgamento político”, em uma série de tuítes furiosos.

“Trata-se de uma MÁ CONDUTA FISCAL”, afirmou.

“Isso é tudo acusação política”, acrescentou. “Ganhei a caça às bruxas de Mueller e outros, e agora tenho que continuar lutando em uma Nova York politicamente corrupta. Não é justo para esta presidência ou administração!”, escreveu o presidente, referindo-se à investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a trama russa.

Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados e líder democrata no Congresso, disse que continuará pressionando para que os registros financeiros de Trump sejam divulgados aos parlamentares.

“O Congresso continuará supervisionando para o povo, mantendo a separação de poderes que é a grande coisa em nossa Constituição”, afirmou Pelosi.

“Continuaremos a pressionar nosso caso nos tribunais inferiores”.

Ao contrário de todos os seus antecessores desde os anos 1970, Trump, que fez da sua fortuna uma questão de campanha eleitoral, se recusa a publicar suas declarações fiscais.

Sua falta de transparência alimenta especulações sobre a extensão de sua riqueza e sobre possíveis conflitos de interesse.

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