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Suposto membro do comando que assassinou o saudita Khashoggi é preso na França

Suposto membro do comando que assassinou o saudita Khashoggi é preso na França

(Arquivo) O jornalista Jamal Khashoggi em Manama, em 15 de dezembro de 2014 - AFP/Arquivos

Um suposto membro do comando envolvido no assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi em 2018 em Istambul foi preso nesta terça-feira (7) em um aeroporto de Paris, indicaram fontes judiciais e aeroportuárias.



A polícia de fronteira no aeroporto Roissy Charles-de-Gaulle deteve Khalid Alotaibi, de 33 anos, quando ele estava prestes a embarcar para Riade, disse uma fonte próxima ao caso.

O homem está detido e aguarda para ser apresentado na quarta-feira à Promotoria do tribunal de apelação de Paris, que comunicará o mandado de prisão internacional solicitado pela Turquia, disse uma fonte judicial.

Alotaibi é suspeito de fazer parte de um comando de uma dezena de sauditas enviados ao consulado deste país em Istambul em 2 de outubro de 2018 para “executar” Khasoggi e “dissimular as evidências”, segundo documentos dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido consultados pela AFP.

O detido pode rejeitar sua extradição para a Turquia. Neste caso, a Justiça pode pedir que permaneça livre na França, sob controle judicial ou em prisão preventiva, à espera de decidir se aceita ou não a entrega.

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A prisão aconteceu três dias depois que o presidente francês Emmanuel Macron apertou a mão do príncipe saudita Mohamed bin Salman durante um criticado encontro em Jidá, a oeste desta monarquia.

A imagem internacional do herdeiro foi manchada pelo assassinato do jornalista, outrora próximo ao poder, que trabalhava para o jornal The Washington Post e foi esquartejado no consulado de seu país na Turquia por um comando de agentes sauditas. Seu corpo nunca apareceu.

Um relatório dos serviços de Inteligência dos Estados Unidos, cuja publicação foi ordenada pelo presidente americano Joe Biden, acusa o príncipe herdeiro de ter “aprovado” o assassinato deste crítico ferrenho do governo saudita.

Durante a viagem aos países do Golfo, o chefe de Estado francês defendeu o diálogo com a Arábia Saudita para “trabalhar pela estabilidade da região”, embora tenha especificado, referindo-se ao crime, que isso não significa dizer ser “complacentes”.

“Falamos sobre tudo sem tabus. E obviamente evocamos a questão dos direitos humanos (…) e foi uma discussão direta”, declarou Emmanuel Macron após o encontro.

Depois de negar o assassinato, Riade admitiu que agentes sauditas, que agiram sozinhos, o cometeram.

No final de um processo pouco claro na Arábia Saudita, cinco pessoas foram condenadas à morte, antes que suas sentenças fossem comutadas, e três a penas de prisão.


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