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Sul dos EUA é afetado por um grande aumento nos casos de coronavírus

Sul dos EUA é afetado por um grande aumento nos casos de coronavírus

Desde terça-feira, o uso de máscaras é obrigatório em uma dúzia de cidades que compõem o populoso condado de Miami - AFP/Arquivos

Recorde de aumento de casos, hospitalizações em alta e pacientes cada vez mais jovens: o sul dos Estados Unidos, da Flórida à Califórnia, tornou-se o epicentro do coronavírus no país e suas autoridades locais ameaçam impor novas restrições.



Como sinal de mudança da situação do país, os dois primeiros focos da pandemia nos EUA (Nova York e Nova Jersey), assim como o estado vizinho de Connecticut, decretaram nesta quarta-feira (24) quarentena obrigatória para quem chega dos estados que registram esses aumentos.

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Com mais de 330 milhões de habitantes, os Estados Unidos registram o pior saldo do mundo em números absolutos: mais de 121.000 mortos e cerca de 2,3 milhões de pessoas infectadas.

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Quase metade dos 50 estados americanos registraram um aumento de casos nas últimas duas semanas, o que levou seus governadores republicanos, aliados do presidente Donald Trump, a decretar ou incentivar novas medidas de segurança para conter a propagação da COVID-19.

O Texas, que começou o desconfinamento no início de maio, registrou ontem 5.489 novos casos, de um total de mais de 120.000 casos. Esse recorde levou seu governador, Greg Abbott, a pedir que seus moradores não saiam de casa.

O número de hospitalizações dobrou no decorrer do último mês e os centros médicos temem ficar sobrecarregados.

Kim Cherryhomes, dona de uma loja de roupas na cidade costeira de Galveston, leste do Texas, lamenta que o governador nunca tenha ordenado o uso de máscaras.

“Entendo que eles [os políticos] se preocupam com a economia. Mas há vidas em jogo”, disse à AFP, acrescentando que decidiu “fazer sua parte” impondo a seus clientes que levem máscaras.

A epidemiologista Rebecca Fischer acredita que o pico de infecções no Texas ainda está longe de acontecer. As medidas para conter a propagação do vírus devem ser mantidas pelo maior tempo possível até que “o surto ou a epidemia estejam quase extintos”.

– “Explosão” de casos em jovens-

Na Flórida, as imagens de banhistas voltando às vastas praias de Miami, fechadas por quase três meses pela pandemia, percorreram o mundo quando reabriram em 10 de junho na esperança de um retorno à “normalidade”.

No entanto, esse estado turístico do sudeste também registrou hoje um recorde de novos casos (5.508) e, na segunda-feira, ultrapassou a barreira dos 100.000 casos positivos.

Desde ontem, o uso de máscaras é obrigatório em uma dúzia de cidades que compõem o populoso condado de Miami.

Outros estados do sul, como Arizona, as Carolinas, Oklahoma, Arkansas, assim como a grande Califórnia, também registram aumentos em seus novos casos de COVID-19.


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